Terça-feira, Agosto 05, 2008
Going with the flow
Na primeira ocasião tínhamos saído em Surah Tani, num avião com origem em Bangkok. O destino final era a ilha de Ko Pagnha e para lá chegar era necessário viajar até ao porto apanhar um ferry. No aeroporto de chegada e uma vez com as malas levantadas os pensamentos seguintes são dirigidos a como sair do aeroporto e que transporte apanhar para o destino final. Normalmente nestes locais não temos a opção do comboio e muito menos do metro. Resta então algum tipo de transporte individual, como o táxi, ou colectivo, como o autocarro. Para distâncias curtas e num país com preços relativamente baixos o táxi é uma opção muito forte (45 min em táxi fica por cerca de 6€), mas para distâncias superiores é normal optar pelo autocarro. Neste caso quando saímos do aeroporto estavam já 2 autocarros à nossa espera e uma vez que isto ia de encontro às nossas expectativas para a distância a percorrer ficamos obviamente satisfeitos com o facto consumado. A desilusão veio porque os 2 autocarros foram totalmente preenchidos de (a capacidade total era de 100) pessoas que iam fazer exactamente o mesmo que nós: chegar às ilhas no sul da Tailândia. Só mais tarde, já no ferry, iria alcançar a figura de estilo perfeita para o que estava a passar: vi 40 porcos enjaulados na traseira de uma camioneta. O alto funcionário da agência de viagens que controlava o autocarro procurava a todo o custo saber para que ilha nos dirigíamos e assim vender-nos não apenas o bilhete de autocarro mas também o bilhete de barco para o destino final, conseguindo assim um preço de “bundle” (pela dificuldade que teve em calcular o custo para apenas uma parte do percurso ficou claro que o famoso bundle era a única opção disponível). As almas que a partir daí tiveram fome na mesma cidade que nós, que viajaram connosco de autocarro até ao porto continental e daí até ao porto da ilha e que depois procuraram hotel nas mesmas condições, foram sempre as mesmas, criando-se uma certa familiaridade que eliminou toda a exclusividade do que fazíamos. Sentia a ideia de ir até Ko Pagnhan desde Bangkok como universal e estava em época baixa, ou seja, poucos dias após a “full moon party”.
Sair de Ko Pagnhan de noite, para evitar assim pagar uma noite em hostel e no dia seguinte de manhã continuar com uma viagem de autocarro que cruza a península até ao local onde apanhamos o barco que vai até à ilha final num total de 15 horas, parece um plano razoável e ao que depois conclui, é razoável para muito mais pessoas! Perto das 9 da noite quando nos aproximámos da carrinha que nos ia levar ao porto começou a desilusão. Éramos mais do que aqueles que a carrinha estava legalmente habilitada a levar. Depois de empacotados, nós, carne humana (em parte carne britânica e jovem o que piorou em termos sonoros a coisa), fomos deixados no porto onde entrando no barco podíamos rapidamente escolher o nosso bocado de colchão na madeira. A espera enquanto os capitães locais procuravam encher o barco foi revoltante. Uma vez no mar foi possível dormir, em grande companhia. Cansados esperávamos facilidades mas para nós que tínhamos um bilhete “door-to-door” o pior estava ainda para vir. No autocarro que atravessaria a península quase não havia lugares e o frio do ar condicionado era difícil de aguentar. Uma vez superada esta prova de 3 horas faltava a última e mais difícil. Chegados ao último ponto de partida a espera de 2 horas em pé pelo barco, num cenário de chuva, quando nos dirigíamos para uma ilha onde pretendíamos fazer praia e depois de uma noite em que praticamente não havíamos dormido foi desesperante. Uma vez no barco apinhado de “carne humana” a única coisa que nos alegrou foi um grupo de australianos que como diversão colocavam as cascas da fruta que tinham acabado de comer na cabeça uns dos outros enquanto tiravam fotografias. A viagem até lá tinha sido dura mas não tanto!
Quando saímos finalmente de Chiang Mai (digo finalmente sem qualquer desprimor porque gostei sinceramente da cidade) e entrámos às 7 da manhã num autocarro repleto de locais e que partia com direcção a norte, chegando à sua última paragem na fronteira com o Laos, pensei sinceramente que este fenómeno não se iria repetir nesta viagem. A minha inocência alicerçava-se em simples sinais como a viagem de autocarro ter sido feita com pouca companhia turística e estarmos em época baixa. Fui novamente surpreendido. Os primeiros sinais de que me havia enganado estavam ali quando fui jantar nessa noite e principalmente no dia seguinte de manhã. A agitação de táxis para levar a manada para o “porto” desta cidade fronteiriça e principalmente a espera de hora e meia enquanto carregavam o barco de “carne humana” foram demasiado claras de que mais uma vez não estava só…
Pior que sentir este assalto à exclusividade foi outro ponto comum a todas as situações e que conseguiu consumir-me ainda mais o espírito. É que no Sudoeste asiático não existe o conceito de horário de partida, mas antes o conceito de lotação de partida. Para quem foi informado que existe uma hora de saída para que assim consigam cumprir quanto muito com a “hora média de partida” (o que é isso?), que no último caso era entre as 11 e o meio-dia, é revoltante ver que a partir das 10 horas, altura em que o barco se apresentava bastante vazio, há uma constante aglomeração de companheiros na “exclusividade” que vão entrando com um ar de sofrimento de quem carrega a mala como sendo a própria cruz e procura depois um lugar, cada vez mais escasso, enquanto o barco vai afastando a água do rio até atingir a sua altura mínima relativamente ao nível da água com cerca de 80 pessoas a bordo. Valeu-nos o facto de termos os melhores lugares do barco numa viagem que prometia ser longa… No entanto, no ponto sublime do que descrevo em cima esteve o dia seguinte, em que ninguém teve qualquer tipo de sorte. Se tínhamos feito metade da viagem até Luang Prabang em dois barcos, os gestores da frota planeavam, enquanto descansávamos, fazer a segunda metade desta viagem em apenas um barco com as mesmas dimensões. Levaram de tal maneira ao extremo este seu princípio minimizador do conforto humano que hordas de revolução se levantaram dentro do barco quando turistas continuavam a entrar num barco já saturado e mesmo sem lugares livres. Enquanto pessoas se instalavam no chão as palavras de ordem eram: “Second boat” e “Let’s leave this boat”. Sorrindo e sem emitir qualquer palavra, os Tailandeses que planeavam a viagem, não emitiam uma palavra. A sua solução foi a de atirar o barco ao mar enquanto alguns turistas mais ferozes se agarravam a tudo o que estava perto do barco para não o deixar partir nestas condições de segurança. Outros atiraram-se logo aos poucos coletes que estavam disponíveis, num receio de que o peso que carregávamos pudesse em algum momento da viagem tornar-se insuportável para a carcaça de madeira. Certamente se sentiram mais seguros que os restantes quando o condutor de um barco mais pequeno que passava ao largo começou a apontar para a traseira da nossa tábua e o nosso “comandante” começou a dar voltas no mesmo local enquanto espera ajuda.
Depois de Luang Prabang (cidade histórica e antiga capital do que agora é o Laos) e quando me dirigir para uma cidade altamente turista como é Vang Vieng e daí para a ainda mais turística Angkor, não voltarei a cair no erro de pensar que estou num tipo de viagem altamente comercial como é o backpacker no sudoeste asiático e que serei consideravelmente enganado.
Percebemos que somos rodas dentadas numa enorme máquina industrial, quando em qualquer local onde chegamos encontramos as mesmas pringles, as mesmas lays, as mesmas oreo, as mesmas Chao beer, etc… Os preços esses, são o dobro do que qualquer um destes artigos podia ser comprado num supermercado no nosso país. É o prémio que o turista paga pela “exclusividade”.
Deste texto pode resultar a sensação natural de que esta é uma viagem que até agora me teria desiludido e que não valeria a pena fazer. Nada estaria mais profundamente errado. Sempre que falei na possibilidade de fazer esta viagem, o simples facto do meu interlocutor, fosse ele qual fosse, dizer sempre que conhecia algum português (povo normalmente sedentário o suficiente para nunca chegar tão longe) que já tinha feito essa viagem, me resfriava muitíssimo o apetite. Quando decidi fazê-la foi com essa certeza em mente mas com expectativa, agora superada, de que conhecer esta parte do mundo seria algo de fascinante, custasse o que custasse.
On the head of an elephant (Day 15: 2 de Agosto, Sábado)
Perfect Storm above our heads (Day 14: 1 de Agosto, 6ª feira)
A caminhada começou tranquilamente, com chuva miudinha que manteve a primeira subida lamacenta durante as primeiras horas enquanto tentava manter os sapatos limpos no que acabou por se revelar ridículo. O passeio por entre o verde denso era apaixonante. A densidade florestal deixava adivinhar uma grande e diversa fauna de aves que no entanto estava (e) migrada. Ocasionalmente o cheiro a estrume fresco fazia-me questionar sobre que animal domesticado, ou não, estaria a percorrer aquelas inóspitas encostas em busca de comida. Elefantes e búfalos seriam a resposta percebida no dia seguinte. A culminar uma das várias e longas subidas a vista sobre a imensidão dos vales e montanhas no norte Tailandês. A nebulosidade das proximidades não deixava perceber o que o guia descrevia como uma paisagem até ao limite do horizonte, mas nem por isso deixou de apaixonar. No topo da montanha, e por isso sem tecto de árvores, surge a sugestão de voltar a vestir os impermeáveis que tinham sido descartados pelo calor que estavam a provocar na dura subida, em caminho estreito. Na altura apenas um aguaceiro mas em breve viria o elemento que iria determinar o resto do nosso dia e marcá-lo de forma determinante: com todas as forças das monções abate-se sobre nós a destruição dos céus. Uma chuva como nunca tinha visto. Mais do que vista, esta chuva foi sentida. Era irrelevante se estávamos com impermeável ou não. Todos nós escorríamos água. Todos éramos afinal, água. As preocupações do grupo quando faltavam mais de 2 horas de caminhada eram simples: quem tinha máquinas de vários milhares de € batalhava com as probabilidades, os restantes procuravam manter-se em pé e andando em frente num terreno pantanoso e sempre inclinado. O desafio era grande principalmente porque tínhamos dois elementos com menos de 13 anos e outro com mais de 60 no grupo. Desafio era o nome do jogo e a razão pela qual era tão absorvente aquele momento. Se estivesse chateado com alguma coisa (o que não me lembro) esse sentimento desapareceu com o Desafio… Passo por umas bifas que estão de sandálias e verdadeiramente struglling. Depois o patriarca australiano passa por mim, tipo escorrega de lama uma vez. Depois outra. Ofereço-me para lhe levar uma das malas, num espírito de solidariedade que entretanto emerge. Uma paragem numa aldeia local e a esperança de que finalmente havíamos chegado. A dor da verdade mas a vontade de continuar pouco tempo depois da chegada para alcançar o destino ainda com luz solar. À chegada a felicidade, a roupa seca tirada de dentro de sacos plásticos, os litros de cerveja que caíram no vazio e inebriaram a noite enquanto esperávamos pelo jantar que tardou a chegar, dando tempo a que a natureza humana fosse percorrida em vários sentidos na troca intercultural de ideias. O descanso debaixo da fúria dos deuses foi possível até que às 2 da manhã fui lembrado que não tinha ido à casa-de-banho durante todo o dia… Não foi uma decisão fácil a de acordar os 10 companheiros de desafio à procura de luz, mas a natureza assim o exigiu…
Just the four of us (Day 13: 31 de Julho, 5ª feira)
Quarta-feira, Julho 30, 2008
In the name of Budha
Just for fun
Preaching
Strange result
Difficult times
Just for cooking
Supostamente a caminho de the beach
Going with the flow
Paradise 1..
Paradise 1.
Paradise 1
Financial district, Bangkok
On the phone with buda
Budhist temples
Lying Buda
Dealing bananas
Floating disaster
Negociando a bandeirada...
Uma aventura ou um plano meticuloso?
Um outro factor de planificação é a planificação já feita por terceiros. O que tenho sentido nesta viagem é que tudo o que tenho feito já foi feito por outros e normalmente, muitos outros. Por este motivo as coisas estão de tal maneira organizadas e previstas que mesmo que eu não planeie nada, letting my self go with the flow e tendo em conta aquilo que me apetece fazer em cada momento, conduz-me a uma viagem muito parecida com aquela que o plano mais meticuloso me poderia permitir. A melhor parte é que a terei alcançado sem tanto esforço pessoal…
Que lembre em termos de planeamento a única parte onde efectivamente perdi algum tempo (para além de fazer a mala) foi o ter-me colocado à disposição para a inoculação de uma entidade agressora de livre e espontânea vontade. Bolas a única parte que planeei foi estúpida…
Parece-me portanto que a questão inicial é difícil de responder…
Aventura ou não que seja mais uma viagem reveladora da riqueza da natureza (na sua componente geofísica, mas acima de tudo humana).
meditation retreat @ wat suan dok
· É estranho estar num grupo de 37 pessoas que não conhecemos, que chegaram a Chiang Mai com histórias de vida tão diferentes, que vêm de países tão distantes e depois vê-las passar por nós, todas vestidas de igual (branco) sem que no ar tenha ficado nenhuma palavra. Eventualmente um breve sorriso… Se a contenção verbal faz sentido neste contexto, como não pensar nas dezenas de oportunidades que diariamente temos para estar calados… Segundo o Budismo devemos apenas falar se o que vamos dizer está em sintonia com as pessoas à nossa volta, vai produzir efeitos positivos à nossa volta e for verdadeiro. Conseguimos pensar na percentagem de vezes em que abrimos a boca desta forma. Se calhar teria ficado mais tempo calado do que durante estes dois dias de retiro durante um dia normal…
· Para mim a meditação é mais como um treino da mente. Obviamente que pode parecer um pouco ridículo estar durante 1 hora a observar a minha respiração ou a andar e pensar direita, esquerda. Mas este treino da mente faz para mim sentido quando pretendo estar mais atento a cada pequeno aspecto que o presente tem para me oferecer. Quantas vezes não estamos a trabalhar, a resolver problemas uns atrás dos outros e se nos perguntássemos o que estivemos a fazer não sabíamos responder. Uma mente que pensa esquerda e direita saberia responder. Quantas vezes nos irritamos com uma pessoa. Uma mente que conta um, dois,… a cada inspiração teria notado o momento em que a irritação surgiu.
tuesday, february 12, 2008
2pm - flag a saengtaw to wat suan dok. the next two passengers to get on are two aussie girls who happen to be heading to the retreat too!
2:15pm - we arrive at the monk chat office at wat suan dok, it feels like the first day of school or summer camp or something. a few people are waving to friends or fellow travelers they recognize. most people are quiet and keeping to themselves, but there’s a group of “bad girls” - the ones who would be in detention soon if this were really the first day of school - they’re chatting loudly amongst themselves while one with scruffy bleach-blond hair juggles some random objects fished out of her huge backpack. i wonder how they’ll fare when we have to be “silent”… over 50 people showed up for this week’s retreat - mostly twenty-somethings, and from countries all over the globe: ireland, switzerland, fance, UK, australia, NZ, germany, portugal, you name it! plus about a half-dozen from the good old US of A. most have packed light since our stay is only overnight, but others that are in transit are toting those huge “backpacker” bags (geez i’m so happy i don’t have one of those!)
3pm - we all gather in the meditation room for an introduction to buddhism - the history, general concepts, etc. including a question and answer period, led by a young cambodian monk named phra chuni. we start off by going around the room and introducing ourselves, where we’re from, and telling about our previous experience with meditation. for most, this is their first time practicing, although there are a few who have been on retreats before or who make it a part of their daily practice.
4:30pm - our saengtaw (it took 3 to fit us all!) arrive at the meditation center, a bumpy 25 minute ride from central chiang mai, in the middle of a small country village. we met “mr. ben,” a young, sort of chubby thai student, who would serve as our “event coordinator” for us during our stay. mr. ben assigned us rooms and i paired up with a taiwanese yoga instructor from new york named chati. all the participant’s rooms are in the same long, narrow building, and all the rooms are spacious and clean. on our beds are a set of white clothing for us to wear. as “novice” meditators it is tradition for us to wear white, while the monks wear the traditional saffron-colored robes.
6pm - the gong sounds for dinner and we all gather in the dining hall. before we eat, we chant in the pali language in order to contemplate on the food before eating it. our senior monk explains that it is important for us to remember that we are eating for the nourishment of our bodies, and the nourishment of our hearts and minds as well. we also must keep in mind those who are less fortunate and who don’t have enough to eat. from this point on, we are to be silent, out of respect for one another’s meditation practice. even something as simple as eating can be done with mindfulness and a “medatative mind”, rather than rushing through a meal and barely even noticing what we ate. (that said, dinner was vegetarian pad thai and it was delicious!)
6:30pm - we’re welcomed in the meditation hall by the senior monk, Phra Dr. Saneh Dhammavaro, and four young monks of various backgrounds - they come from cambodia, burma, vietnam. our head monk is from thailand though, and he speaks very softly, and slowly (he sounds so wise!) and always encourages us to have a “happy face,” which i thought was cute. his english is good, although he gets caught up on phrases here and there, he always speaks with an earnestness and sincerity. we learn to pay homage to the “triple gems” - the buddha, the darmha (his teachings), and the sangha (the people), then we are taught the basic techniques of meditation - sitting meditation, walking meditation, and lying meditation. all are pretty challenging for me, but i found that my favorite was lying meditation, as it was the easiest to keep my mind from being distracted in this state. (although it was difficult to keep awake at times!)
8:45pm - we finish up our group meditation session by “spreading loving kindness” to all living beings. our teacher explains that this means ALL living beings, there are no exceptions for your enemies, for animals (even those pesky mosquitoes), people who are at war, etc. - ALL living beings deserve your compassion, good wishes, and loving kindness. among the things that we chant are that all living beings be free of suffering, depression, pain, violence, war, hatred, and anger. we also send out wishes of happiness and peace, then pay respect to the triple gems one more time before heading to our rooms.
9pm - time for an evening snack prepared by the staff - hot cocoa, tea and cookies. so cute! again, we eat in silence and some headed to the meditation room to practice sitting meditations, some heading for the courtyard to practice walking meditation… i headed to bed to practice lying meditation, and was soon drifting off to a calm, peaceful sleep. because we’re out in the countryside, the only noises you hear are crickets, frogs, and various other animals humming us softly to sleep.
wednesday, february 13, 2008
5am - the gong sounds, rousing me from my peaceful sleep - no kidding, i was drooling and everything!
5:30am - we report to the meditation hall for some gentle yoga, stretching, and morning meditation. we also did a few exercises that require coordination in order to “wake up your mind” so that you don’t fall asleep when meditating, which sort of reminded me of playing patty-cake. haha!
7am - we all line up in the courtyard for the practice of giving alms offerings to the monks. here in thailand, buddhism is a part of daily life. the monks provide spiritual guidance and health for the people, and in return the people offer food, clothing, and anything else they need. if you go out early enough in the morning, especially in more rurual areas, you will see monks going from home to home and receiving the alms offerings in the street. to show us what it is like, we each stood with a bowl of steamed rice, and offered a spoonful to the monks as they passed through. then we were all to kneel on the ground and the monks chanted blessings for us in pali language - wishing us peace, health, happiness, etc. it was very moving! part of why thai people are so happy all the time is tied into this practice - they learn by giving alms to give from the heart.
7:15am - breakfast is served, after our morning chanting. you could have either toast (for the westerners) or a delicious vegetable and rice soup with thai chilies. now that’s my kind of breakfast! mmm!
8:30am - we break into two groups for discussion. our group talks about all kinds of things - the practice, where we are all from, buddhism, reincarnation, do monks play video games, and more. (yes, they do, by the way. haha)
10am - we meet for one last meditation session where we learn a more advanced walking meditation, then practice a sitting meditation on our own - the first unguided meditation of our stay.
11:30am - our last meal together (vegetarian green curry, yum!), again in silence. everyone seems a little bit sad - we all know we’re leaving soon and no one wants to go. it’s been a great introduction to the practice and we’re all just getting to rise above the uncomfortable sensations of trying to quiet our minds.
12:15pm - we clean up our rooms and head to the main hall for a group picture (which is supposed to be available to download from their website in a few weeks!) then we climb into the three saengtaw to head back to chiang mai.
i really enjoyed my time at the center, and i would definitely do it again. i also really enjoy the monk chat program run by the buddhist university here, and hosted by some of the same monks in our program. it gives you a chance to sit informally with the monks, and ask questions about buddhism or meditation and to understand how to make the practice work for you. overall, i really love the ideas that came out of this retreat. i love that they don’t try to force you to believe what they believe (in fact, some of the participants were christian and even muslim!) but they just wish that every person has the chance to learn something new or to take away a feeling of calm and peace. as our senior monk would tell us whenever we’d open our eyes from meditation - “smiling face, please”… i definitely left with a smiling face. =) they say to practice on our own, just 5 minutes each night before you fall asleep, and 5 minutes when you wake up each morning. i definitely think i can make the time for that!
Worrying skin (Day 12: 30 de Julho, 4ª feira)
Depois de um dia de meditação nada como um combate de Muai Thai para manter o espírito de paz interior. A prova desportiva, mais próxima da agressividade humana que tinha assistido ao vivo eram as touradas. Não pude então de ficar positivamente surpreendido com esta forma de dança de serpente que é a luta Muai Thai. Para além de ser um combate corajoso porquanto existem poucos limites aos golpes a utilizar (pontapés, cotoveladas, joelhadas, socos e com exclusão apenas da cabeçada essa forma tão bonita de arte) é ainda dinâmico e coreográfico. A intensidade cobarde com que vivi o combate é uma garantia de que voltarei a interessar-me por Muai Thai.
Going inside (Day 11: 29 de Julho, 3ª feira)
O dia começa com o re-packing, preparando a saída do hotel. Esta seria uma saída de apenas uma noite em que íamos ficar no mosteiro budista. Há uma certa curiosidade na minha cabeça. Há pouco tempo fiz um pequeno retiro de meditação em Portugal (o que é relativo porque foi de duas noites e este seria de apenas uma), mas este teria toda uma nova componente cultural de contacto directo com monges tailandeses e com um grupo de pessoas de todas as partes do mundo. Uma vez que o programa inclui tempos de discussão sobre alguns temas de espiritualidade havia um potencial de acréscimo de valor interior considerável. Antes de entrar em silêncio, havia ainda tempo para uma subida à montanha que vigia a cidade de Chiang Mai e onde se encontra mais um templo repleto de estátuas de buda que devem ser olhadas de forma cabisbaixa.
Sweat song (Day 10: 28 de Julho, 2ª feira)
Digestão a ver um filme. Uma vez acabado a barriga ainda continuava a batalhar. A única solução: uma longa caminhada até à zona de vida nocturna. Um bar sobre o rio a fazer-me lembrar a minha cidade… Estou cada vez mais apaixonado por Chiang Mai… A música ao vivo foi genial! Just what I needed before going inside…
Indecision (Day 9: 27 de Julho, Domingo)
Good Bye Indic Ocean (Day 8: 26 de Julho, Sábado)
(Voo a incluir)
A satisfação por não ter assédio de taxistas e já ter hotel de destino previsto foi grande. Maior ainda quando à chegada um simpático Tailandês, elemento da família que gere a guest house, nos explica em detalhe o que há para fazer em Chiang Mai e nos dá todas as informação úteis de que precisávamos e mais algumas, sem qualquer interesse comercial. Soube tão bem… Green food before bed.
Going down (Day 7: 25 de Julho, 6ª feira)
Regressado à ilha era novamente tempo de partir, desta vez num velho long-tail com destino principal à ilha onde foi filmado o filme. Após a primeira paragem para dar de comer a macacos, o fraco motor da cauda não pegou, naquele que foi o início de uma viagem tormentosa. O mar tornou quase insuportavelmente agitado e a viagem que terminou sem que pudéssemos ter sequer visitado a famosa ilha. Bem que tínhamos sido avisados…
Massive destruction (Day 6: 24 de Julho, 5ª feira)
Uma alergia na pele que a Rita trazia de Portugal, começou a piorar e nesta altura queixava-se já de manchas pelas pernas, braços, ...
Paradise 1 (Day 5: 23 de Julho, 4ª feira)
Este dia iria fundir-se particularmente com o próximo, uma vez que depois de apenas uma noite nesta ilha íamos mudar para o outro lado da península de Puket (uma perna que sai do bocado de terra que liga a Tailândia à Malásia). Pensámos: viajando de noite poupamos uma noite de hotel e chegamos a tempo de aproveitar o dia nas famosas ilhas Phi Phi onde se encontra, entre outras coisas, a praia que deu nome ao filme: a praia. Decidimos voluntariamente ignorar dois factores que invalidaram a nossa aposta: fazendo uma viagem de barco durante a noite (6 horas), de autocarro durante a madrugada (3 horas) e novamente de barco (3 horas) chegaríamos mais cansados do que alguma estaríamos durante toda a viagem e ainda ignorámos o comentário feito pelo comandante (pelo menos era ele que estava a tentar impingir ganza aos passageiros) do nosso long-tail na ilha Ko Pag Nhan, de que o bom tempo que estávamos a apanhar nesse dia, iria contrastar com o mau tempo que poderíamos apanhar do outro lado da península, na ilha para a qual nos dirigíamos…
Ticket to final destination (Day 4: 22 de Julho, 3ª feira)
Flight Departing Arriving
FD3183
Economy
Promo
Bangkok (BKK)
Suvarnabhumi International Airport
Tue 22 Jul 2008, 0900 hrs
Surat Thani (URT)
Surat Thani Airport
Tue 22 Jul 2008, 1015 hrs
A viagem de avião foi curta, mas a partir daí entrámos na corrente dos turistas. Estavam dois autocarros à porta do aeroporto para “carregar turistas”. Ainda não tínhamos percebido na altura mas na Tailândia ninguém vai insistir muito para que compremos qualquer coisa. No entanto, passado pouco tempo percebemos que muitas vezes não temos alternativa ou que no caso de existir poderá sair ainda mais cara (talvez seja o preço da originalidade). Ah, e tudo sem que seja trocada uma palavra em inglês (vá, mais de duas). Percebemos isso quando nos dirigimos para o autocarro com melhor aspecto e nos sinalizaram que esse não era o nosso autocarro. O condutor do nosso suposto autocarro embirrou com a nossa atitude e deixou um enorme fluxo de turistas embarcarem à nossa frente antes de nos propor que tentássemos aquele que inicialmente tínhamos abordado. Por dentro não tinha assim tão bom aspecto… Não era claro onde comprar bilhete, mas assim que o autocarro arranca a revelação acontece: estávamos a ser conduzidos por uma agência de viagens, que nos começou a vender todas as opções para seguir a partir do aeroporto se Surat Thani. Tentavam vender-nos toda a viagem até à ilha onde queríamos ir, fosse esta qual fosse. O que fazer, quando a única coisa que estávamos efectivamente a consumir era uma viagem de autocarro até à cidade mais próxima? A primeira abordagem, incauta, foi a de dizer que como ainda não sabíamos para que ilha nos dirigíamos, queríamos ser abandonados na primeira cidade para a partir daí comprarmos directamente os transportes nas bilheteiras das companhias que fazem esses transportes. Deixados nos escritórios da dita agência, numa cidade que não conhecíamos a pouco tempo de partir o primeiro barco, percebemos que não nos restava outra alternativa senão comprar lhes todos os bilhetes até ao destino final. Se foi caro ou barato não sei. Este tema já atingiu dimensões demasiado relativas…
O dia tinha começado cedo e previa-se longo. Depois de termos “nascido” com o sol as melhores previsões apontavam para uma chegada ao destino com o mesmo a pôr-se no horizonte (ou assim esperávamos que o tempo permitisse). Assim aconteceu. Assim que as amarras foram lançadas ao porto, novo ataque de taxistas se preparava. Desta feita não se tratava apenas de uma agência mas de “várias opções” ao mesmo preço. A nossa tentativa de originalidade foi rapidamente abortada. Feito o check in num hotel sobre a praia pelo modesto custo de 10€/noite e paga uma caução de 20€ (imagino como ficarão os quartos depois de uma full moon “full drugs” party) estávamos instalados. Uma descarga celeste de água e um “apagão” encerram o dia que recomeça antes do esperado, cerca da 1 da manhã (não posso confirmar), quando regressa a electricidade e com ela um estrondo de música pela ilha toda. Não percebo quem poderia estar a ouvi-la porque a ilha vivia a ressaca da full moon de há uma semana e estava pouca gente, mas a verdade é que a música e as minhas voltas na cama duraram até às 6 da manhã, altura em que o sol nasceu.
Finally arriving (Day 3: 21 de Julho, 2ª feira)
À tarde tivemos tempo para visitar alguns templos budistas. Até entrar no último (não turístico) estava admirado com o facto de nenhum deles ter uma zona para as pessoas simplesmente meditarem/rezarem. Eram simples memoriais com estátuas de budas…
Tempo ainda para a primeira massagem Tailandesa. Não sou consumidor de massagens mas a 7€ por 1h15 e principalmente uma massagem que não passa por simples festinhas no corpo mas sim de tal maneira vigorosa que a dor está sempre ao virar da esquina acedi com enorme facilidade. No fim o corpo agradece com leveza e elasticidade.
Mais um jantar “green” e cama porque amanhã há nova viagem.
Bang… (Day 2: 20 de Julho, Domingo)
Na chegada à cidade a primeira sensação de humidade. A cabeça já estava preparada. O corpo foi-se habituando com uma calma natural.
Quem não sente uma certa desconfiança perante o assédio dos taxistas à chegada a um novo país? Curioso aqui o facto de os taxistas fazerem fila em pé num gichet, à espera de clientes. Quando o corpo se começava a habituar ao clima local, o frio gélido ao entrar no carro movido a gás natural e gás de ar condicionado. O corpo fica desorientado…
Depois de fazer o Chek in no Kao San (nome da rua) Palace (só de nome) tivemos a agradável companhia de duas amigas que faziam escala em Bangkok antes de rumar de novo a Lisboa, depois de uma viagem parecida com aquela que nos preparávamos para fazer. Todas as informações são importantes… O que não estávamos à espera era de receber também um telemóvel Tailandês associado a tarifas baratíssimas (o custo de uma chamada internacional é pouco mais que o custo de uma chamada local em Portugal). Turismo neste dia resumiu-se a passear pela China Town e ver a John Tompson House (Ocidental que tinha passado por esta zona do globo durante a 2ª guerra mundial e mais tarde voltou para montar o seu negócio. Uma mistura entre cultura local e cultura ocidental).
À noite passei uma forte insónia, afinal muita coisa havia mudado nas últimas horas… Para além disso tinha bem perto da minha orelha um tipo a fazer covers de todas as músicas que eu conheço. Se ao menos tivesse força para estar no bar…
Flight EY 402 to Bangkok (Day 1: 19 de Julho, Sábado)
O resto, são favas contadas. Um dia de dentro de aviões e aeroportos. Uma curta referência ao muito pequeno aeroporto de Abu Dhabi, onde, é chocante a quantidade de mulheres se cobrem, ao ponto de deixar apenas de fora os seus “pequenos” olhos.
LUFTHANSA - LH 4545
SAB 19JUL LISBON PT MUNICH DE 0615 1010
LISBOA FRANZ J STRAUSS
DIRECTO TERMINAL 1 TERMINAL 2 DURACION 2:55
ETIHAD AIRWAYS - EY 6
SAB 19JUL MUNICH DE ABU DHABI AE 1230 2030
FRANZ J STRAUSS ABU DHABI INTL
DIRECTO TERMINAL 1 TERMINAL 1 DURACION 6:00
VUELO NO FUMADORES
RESERVA CONFIRMADA - M ECONOMICO
A BORDO: COMIDA
TIPO DE EQUIPO:AIRBUS INDUSTRIE A330-200
ETIHAD AIRWAYS - EY 402
SAB 19JUL ABU DHABI AE BANGKOK TH 2215 0735
ABU DHABI INTL SUVARNABHUMI INTL 20JUL
DIRECTO TERMINAL 1 DURACION 6:20
O eterno regresso...
Segunda-feira, Agosto 28, 2006
Um dia cheio de interesse
É sempre bom quando nos dizem que podemos beber mais uma imperial e guiar e principalmente quando o ministério desconhece as leis que produz:
http://publico.clix.pt/shownews.asp?id=1268447&idCanal=21
Um comunicado do Ministério da Administração Interna indica hoje que o Governo desconhecia a existência de uma directiva da Direcção-Geral de Viação que estabelece uma margem de erro para os testes de alcoolemia.
De acordo com a nota, "o Governo desconhecia a existência de qualquer directiva emanada da DGV para as forças de segurança com o conteúdo relatado na notícia de hoje do 'Jornal de Notícias'".No comunicado do ministério lê-se ainda que "o secretário de Estado da Administração Interna pediu imediatamente ao director-geral de viação para que lhe sejam apresentadas ainda hoje explicações cabais sobre a situação relatada na notícia".O JN revela hoje que as divisões de trânsito da PSP e da GNR só passam multas por excesso de álcool a partir dos 0,57 gramas por litro de sangue, uma notícia confirmada pelo porta-voz da GNR. De acordo com o diário, a medida é justificada com a necessidade de criar uma margem de erro que salvaguarde o possível mau funcionamento dos aparelhos de medição."Houve uma indicação da DGV no sentido de que há uma recomendação da Organização Internacional de Metrologia Legal, que admite a possibilidade de erro dos aparelhos de medição", afirmou o porta-voz da GNR, Costa Cabral, à agência Lusa. "E, em caso de dúvida, aplica-se sempre o tratamento mais favorável para o cidadão", acrescentou.Segundo o JN, a directiva da DGV altera igualmente a taxa a partir da qual a condução sob o efeito de álcool deixa de ser contra-ordenação e passa a ser crime.A lei estipula o limite de 1,20 gramas de álcool por litro de sangue, mas as novas directivas da Direcção-Geral de Viação passam a impor o valor de 1,30 gramas de álcool no sangue para que o condutor seja acusado de crime.Esta margem de erro só funciona para os testes com aparelhos, já que a fiabilidade das análises clínicas permitem manter os valores indicados na lei.
2.
Alguém se lembrou de uma forma de retirar o serviço de massagem ao pés diário de que goza Alberto João Jardim (o seu custo era 20,76 milhões de euros e os restantes 0,1 milhões de euros que serviam para furar a ilha tipo bolo de queijo também se acabou). Imaginem, chegaram lá pelo PIB.
http://publico.clix.pt/shownews.asp?id=1268446&idCanal=21
A proposta do Governo para a nova Lei das Finanças Regionais deverá beneficiar os Açores em relação à Madeira, já que o critério dominante na atribuição de verbas do Orçamento de Estado será o Produto Interno Bruto das regiões.
A informação é avançada pelo "Diário Económico", que cita declarações de Maximiano Martins, deputado socialista à Assembleia da República pelo círculo da Madeira.O documento com as linhas que o Governo pretende seguir deverá dar entrada na Assembleia da República em Setembro, para ser tido em conta no OE para 2007.No entanto, "as propostas podem ainda sofrer alterações no âmbito das comissões parlamentares", mas os gabinetes do primeiro-ministro e do Ministério das Finanças optaram por não fazer qualquer comentário sobre esta questão.O documento elaborado pelo grupo de trabalho liderado por José da Silva Costa prevê que a nova lei ponha fim à norma que impõem a transferência de uma verba igual ou superior à do ano anterior. Esta sugestão do grupo de trabalho já foi adoptada pelo Governo, segundo garantiu ao DE Maximiano Martins, responsável pelos assuntos económicos do grupo parlamentar do PS.Assim, de acordo com a nova lei, "as verbas deverão oscilar mediante um conjunto de critérios, sendo o PIB de cada região o mais importante".Pelo facto de o PIB da Madeira ser superior ao da média nacional, esta região poderá vir a perder, só nesse âmbito, 20,77 milhões de euros, estima o jornal
Segunda-feira, Agosto 07, 2006
Tenho para mim que esta é a melhor maneira de conseguir um preço de Pousada da Juventude num hotel de 4 estrelas
Como colaborador da Nestlé Portugal estou por vezes alocado ao centro de distribuição de Avanca pelo que me dão a oportunidade de decidir em que hotel fico hospedado nas imediações de Avanca, sendo que o Eurosol é fortemente recomendado. Desta feita, estou há quase 2 semanas no hotel e ficarei mais 2, estando muito satisfeito com a qualidade do serviço e simpatia do pessoal.
No entanto, chegado o fim-de-semana a Nestlé já não me oferece a possibilidade de ficar no hotel, razão pelo qual estou a escrever. Na verdade, gostaria de ficar em Estarreja este fim-de-semana e uma vez que já estou hospedado no hotel Eurosol esta parece-me a opção natural. Contudo o preço por noite é para mim algo elevado. Gostava por isso mesmo de lhe endereçar este pedido para que considere a possibilidade de me fazer um preço mais simbólico para estas 3 noites de dia 4 a dia 7 de Agosto (90 euros para mim seria um valor mais comportável por ex)(CADA VEZ FICO MAIS BABADO COM ESTE MOMENTO ORDINÁRIO DE SUGESTÃO DE VALOR A COBRAR). Ficar-lhe-ia extremamente agradecido.
Com os melhores cumprimentos,
Pedro Noronha da Câmara
Aceitam-se conjecturas quanto à minha carta de despedida no fim das 4 semanas.
By the way. This is the hotel: http://www.eurosol.pt/estarreja/alojamentos.htm
Porque é que o Tiago Monteiro acaba sempre as provas em que menos de para além dele 1 carro termina a corrida...?Eis a prova que faltava
Quando tudo está mal. Todos os factores externos apontam para a total descraça, nós saimos por cima. Agora já podem rescrever este comentário oh bifes do caraças!
Desenrascanço (loosely translatable as "disentanglement") is a Portuguese word used, in common language, to express an ability to solve a problem without having the knowledge or the adequate tools to do so, by use of imaginative resources or by applying knowledge to new situations. Achieved when resulting in a hypothetical good-enough solution. When that good solution doesn't occur we got a failure (enrascanço - entanglement). It is taught, more or less, informally in some Portuguese institutions, such as universities, navy or army. Portuguese people, strongly believe it to be one of the their most valued virtues and a living part of their culture. Desenrascanço, in fact, is the opposite of planning, but managing for the problem not becoming completely out of control and without solution.
However, some critics disagree with the association of the concept of desenrascanço with the mainstream Portuguese culture. They argue that desenrascanço is just a minor feature of some portuguese subcultures confined to some non-representative groups and to the end of the 20th century. Critics point out that in the last 30 years the education and culture of the portuguese people improved considerably and that the importance of desenrascanço is declining. Sometimes, the concept is related by some to the discoveries period or to student activities in the 15th century. But sceptics doubt there is any substantial prove of that relation. Critics also argue that there are other sub-cultures in other countries with equivalent concepts and that desenrascanço is not an exclusive of the Portuguese culture.
Universities
Desenrascanço has a role in the academic juvenile sub-culture in some educational institutions. In some universities and politechnical institutes, the older students known as doutores (
Normal academic activities are also seen as a way to teach desenrascanço. For example, when the teacher does not disclose any suggestions to solve a problem, and the student must search for his own. But some of the best teachers disagree with this association since they believe that desenrascanço culture is precisely the opposite of a good universitary education.
Siemens, a known German company, has its offices in
Desenrascanço in the Discoveries Era
In the 16th and 17th centuries, it was very common for other exploring nations to bring a Portuguese national along during the voyages, for two reasons, 1) the Portuguese were skilled by previous knowledge and 2) and, alegedly, for handling emergencies well (what is also known among the Portuguese as "desenrascanço"). Of course, serious historians would disagree with the association between a 20th century idea and 17th century events.
Some groups from
Domingo, Julho 30, 2006
O melhor poema da história da humanidade(versão portuguesa não literal de Felix Bermudez(talvez até melhor que o original))!
Se podes conservar o teu bom senso e a calma
Num mundo a delirar para quem o louco és tu
Se podes crer em ti com toda a força d’alma
Quando ninguém te crê; se vais faminto e nu
Trilhando sem revolta um rumo solitário
Se à turva incompreensão, à negra incompreensão
Tu podes responder, subindo o teu calvário,
Com lágrimas de amor e bênçãos de perdão
Se podes dizer bem de quem te calunia;
Se dás ternura em troca aos que te dão rancor,
Nas sem a afectação dum santo que oficia,
Nem pretensões de sábio a dar lições de amor,
Se podes esperar sem fatigar a esperança;
Sonhar, mas conservar-te acima do teu sonho;
Fazer do Pensamento um Arco da Aliança
Entre o clarão do inferno e a luz do céu risonho;
Se podes encarar com indiferença igual,
O Triunfo e a Derrota – eternos impostores;
Se podes ver o Bem oculto em todo o mal
E resignar, sorrindo, o amor dos teus amores;
Se podes resistir à raiva ou à vergonha
De ver envenenar as frases que disseste
E que um velhaco emprega, eivadas de peçonha,
Com falsas intenções que tu jamais lhes deste;
Se és homem para arriscar todos os teus haveres
Num lance corajoso, alheio ao resultado
E, calando em ti mesmo a mágoa de perderes,
Voltas a palmilhar todo o caminho andado;
Se podes ver por terra as obras que fizeste,
Vaiadas por malsins, desorientando o povo,
E sem dizer palavra e sem um termo agreste
Voltares ao princípio, a construir de novo;
Se podes obrigar o coração e os músculos
A renovar o esforço, há muito vacilante,
Quando já no teu corpo, afogado em crepúsculos,
Só existe a Vontade a comandar “Avante!”;
Se, vivendo entre o povo, és virtuoso e nobre
Ou, vivendo entre os reis, conservas a humildade;
Se, inimigo ou amigo, o poderoso e o pobre
São iguais para ti, à luz da Eternidade;
Se quem recorre a ti encontra ajuda pronta;
Se podes empregar os sessenta segundos
Dum minuto que passa, em obra de mal monta
Que o minuto se espraie em séculos fecundos;
Então, ó Ser Sublime, o mundo inteiro é teu!
Já dominaste os reis, os tempos e os espaços;
Mas, ainda para além, um novo sol rompeu
Abrindo um infinito ao rumo dos teus passos;
Pairando numa esfera acima deste plano,
Sem recear jamais que os erros te retomem,
Quando já nada houver em ti que seja humano,
Alegra-te, meu filho, então serás um HOMEM.
O melhor poema da história da humanidade(versão original)!

RUDYARD KIPLING
(Born December 30, 1865, Died January 18, 1936)
If
If you can keep your head when all about youAre losing theirs and blaming it on you;If you can trust yourself when all men doubt you,But make allowance for their doubting too;If you can wait and not be tired by waiting,Or being lied about, don't deal in lies,Or being hated, don't give way to hating,And yet don't look too good, nor talk too wise: If you can dream -- and not make dreams your master;If you can think -- and not make thoughts your aim;If you can meet with Triumph and DisasterAnd treat those two imposters just the same;If you can bear to hear the truth you've spokenTwisted by knaves to make a trap for fools,Or watch the things you gave your life to, broken,And stoop and build 'em up with worn-out tools; If you can make one heap of all your winningsAnd risk it on one turn of pitch-and-toss,And lose, and start again at your beginningsAnd never breathe a word about your loss;If you can force your heart and nerve and sinewTo serve your turn long after they are gone,And so hold on when there is nothing in youExcept the Will which says to them: "Hold on!" If you can talk with crowds and keep your virtue,Or walk with kings -- nor lose the common touch,If neither foes nor loving friends can hurt you,If all men count with you, but none too much;If you can fill the unforgiving minuteWith sixty seconds' worth of distance run --Yours is the Earth and everything that's in it, And -- which is more -- you'll be a Man, my son!Quinta-feira, Julho 27, 2006
As bestas do Clube 7tmo mereciam este mail...
Porque vivo na Sidónio Pais há cerca de 8 anos e porque considero que o Clube 7tmo sempre teve um bom serviço e uma elevada qualidade enquanto ginásio há 7 anos optei por me inscrever. Por motivos de lesão, na altura, deixei de frequentar o Clube durante algum tempo e a inscrição foi consequentemente cancelada. Cerca de
1) Já me inscrevi por 3 vezes no Clube
2) Paguei uma Jóia e meia
3) A 1ª inscrição foi há 7 anos
4) Já não frequento o clube há mais de um mês, embora no pagamento esteja incluído o serviço até Agosto
Neste momento vou estar ausente de Lisboa por motivos laborais por mais de 6 meses e assim terei de deixar de ser sócio mais uma vez.
De que é que me queixo:
1) Que a Jóia seja tão elevada
2) Que não possa suspender a inscrição por mais de 6 meses o que dá origem a situações ridículas como a minha
3) Que a suspensão tenha de ser paga! (se não estou a usar o ginásio que raio de razão poderá existir para o estar a pagar! Mais vale a pena esperar por uma nova isenção de jóia que estão sempre a acontecer! Que raio de desenho de incentivos são estes!)
4) Que a mensalidade seja desadequada para padrões internacionais (sim, este é um mercado local, mas…)
Considero assim inaceitável que um clube que recebeu da Câmara de Lisboa o privilégio de ter esta localização pratique preços ridiculamente altos a nível Europeu (em Barcelona o mesmo serviço de que usufrui durante este ano no clube 7tmo é de é de 40. Eu paguei 80!!) e pior que tudo apresente tamanha rigidez e exploração dos sócios que já estão inscritos! Sou um fervoroso adepto das leis de mercado e certamente que se têm esta política é porque continuam com um nível de clientes mais do que suficiente para operarem com margens decentes. Não duvido disso mesmo. É assim que qualquer empresa funciona. No entanto considero que um bocado de pudor não afectava por aí além algumas das empresas em Portugal, nomeadamente o Clube 7tmo.
Grato pela vossa atenção e esperando algum tipo de reacção positiva por parte do Clube 7tmo
Com os melhore cumprimentos,
Pedro Noronha da Camara
Domingo, Julho 23, 2006
Being a Pilot
Um dos meus defeitos enquanto bloguista (para além da dificuldade em escrever) é o de não terminar ou não passar para o computador algumas ideias que considero incialmente de valor acrescentado para o blog e que chego mesmo a prometer vir a escrever sobre...
Alguns episódios como a minha ida a Trieste e Eslovénia não foram totalmente descritos ou sequer passados do meu bloco de notas para Word! Mas ao ler o meu bloco de notas deparei com o pormenor delicioso que ainda vou a tempo de incluir. Também a incluo porque está relacionada com uma actividade na qual me pretendo vir a inscrever em breve. Sim não gostaria de morrer velho sem ter Brevet!
O piloto da Ryan Air depois de falar sobre a sua manobra à volta do globo e sobre as condições climatéricas na origem e destino, etc acaba com um: “sit back, relax and enjoy the ride”! Este tipo deve estar bastante excitado com o facto de ser piloto. E pensando isto remeti imediatamente para um pensamento Seinfeld which goes like this:
The pilot of course is so excited about being a pilot, he can not stand himself. He is giving all this information about the route, etc. We are in the back thinking: I’m ok with that. Just do whatever you got to do. End up where it says on the ticket. That’s all I ask. Should we knock on the cockpit door and go: I am having peanuts now. That is what we are doing back here. I thought it was a got idea to keep you posted. I am not gone have them all. I am just gone a have a few now. I don’t want to finish it because it is such a big bag.
Assim seria recíproco
Agora que já chegámos às meias finais
Scolari para a Cadena Ser:
"Vão mas é tomar no cu"
MANUEL CASACAA queixa da FPF baseia-se na chamada telefónica que a "Cadena Ser" fez anteontem para o telemóvel de Luiz Felipe Scolari, sem que o seleccionador português tivesse autorizado a gravação. Nessa conversa de escassos segundos, o técnico brasileiro utilizou expressões como "isto é uma guerra e nas guerras tenho que matar e não morrer". Uma frase que posteriormente foi utilizada fora do contexto e à qual foi conferida por parte da Imprensa espanhola uma gravidade que não tinha, até porque não deveria ter sido mais do que uma conversa privada.
Mas a "Cadena Ser" não se ficou pelo telefonema de anteontem. Ontem à tarde, no "Carrusel Deportivo", o programa de maior audiência das rádios espanholas, o humorista Paco Gonzalez quis brincar com a frase e ligou para o telemóvel de Luiz Felipe Scolari. O seleccionador nacional é que não gostou da brincadeira e respondeu curto e grosso.
O JOGO transcreve agora a conversa que entre os dois:
PACO GONZALEZ | Senhor Scolari, boa tarde.
LUIZ FELIPE SCOLARI | Quem fala?
PG | É o inimigo
LFS | Quem, perdão?
PG | Sou o inimigo.
LFS | Não entendo.
PG | Quando é que nos vão atacar?
LFS | Você e a sua rádio vão mas é tomar no cu!
Mais uma vez sem autorização do visado, a conversa telefónica foi posta no ar em directo e, posteriormente difundida em grande escala.
Duas reflexões:
1. Vai tomar ou vai levar. Do dicionário de Língua Portuguesa da Bertrand retirei o seguinte.
Tomar-...Deixar-se possuir, deixar-se dominar, ser invadido... (nada mal visto Scolari)
Levar-...Apanhar pancadas, receber castigo (será que este conceito é mais apropriado?)
Ganhou-se em correcção sintáctica perdeu-se em chavascal
2. Foi preciso chegar o Scolari para retomarmos o espírito da padeira de Aljubarrota? De uma forma genérica cheia de excepções, esta é a forma como devemos responder a um espanhol...
Um conselho:
1. Para quem não investiu centenas de Euros durante os últimos dois anos na revista visão, é agora a oportunidade de possuir uma compilação daquilo que ela teve de melhor: os textos do Ricardo Araújo Pereira. O livro chama-se Boca do Inferno e custa 4 Euros. Claro que houve pessoas bem posicionadas socialmente que receberam semanalmente os textos via e-mail. Apenas recebi alguns e sinto-me agora muito satisfeito com a mais recente aquisição literária.
Quinta-feira, Julho 20, 2006
Gaja boa vira-se para a camara e diz: Tarifa, uma loucura do c******
Tarifa é isso mesmo: uma locura. Por uma razão simples: toda a gente que encontrei estava com o espírito de perder a cabeça (ou em muitos casos já chegavam lá sem cabeça). Grande parte das pessoas que chega a tarifa vai sem destino e muitos acabam por ficar lá a viver. Ao fim de algum tempo a gastarem as economias tornam-se professores de windsurf, trabalham num bar, loja ou num hostal.
Pessoalmente, apanhei uma verdadeira tempestade ciclónica. Os ventos estavam a passar a uma velocidade de cerca de 70 km/h. É o mesmo que chegarmos ao vento capaz de nos fazer voar e subtrairmos uma quantidade infinistésimal. Era perante essas condições climatéricas que me encontrava. Inteligentemente aqueles terrenos no ponto mais a sul de Espanha estavam densamente cultivados com um tipo de cultura que se dá muito bem com aquele clima. São as chamadas turbinas eólicas (ou como gosto de chamar as ventoinhas grandes). É que ainda por cima parece que elas se reproduzem bem a julgar pela quantidade que encontrei. À chegada delirei com a hipótese de fazer wind surf naquelas condições... Pouco tempo depois, apercebi-me que iria incapaz de o fazer, pelo menos com alguma consistência. As horas passadas a levar porrada no mar e a voar serviram de lição.
Mas aquilo sobre o qual tenho mais a dizer é o seguinte: http://www.otb-tarifa.com/ . Esta é uma boa razão pela qual se perde facilmente a cabeça em Tarifa. A vida no hostal: dolce fare niente como é natural. O dono foi skater profissional, faz wind-surf e kite surf, como todos os que lá encontrei chegou a tarifa sem destino e quis lá ficar a viver, durante um ano como vagabundo, depois com o seu próprio negócio. Não é difícil fazer dinheiro. Basta querer e ter uma ideia simples e interessante. Falei em fazer dinheiro, não fortuna. Nesta onda, várias pessoas que lá encontrei, inclusivamente o professor de wind-surf polaco, chegaram lá há uns anos ou acabavam de chegar sem destino. Depois vão-se deixando ficar. Pois é, já estou a levantar um bocado o véu quanto ao facto daquilo ser pouco bom... A vida em Tarifa: sol, wind surf, malta jove, gajas giras que vão lá só por causa da boa onda apesar do vento que como todos sabemos pode despentear bastante, noite com bastantes bares e discotecas adaptadas à época de pico em que Tarifa está à pinha (Agosto) e acima de tudo hostais como aquele em que fiquei. A grande festa acontecia lá mesmo. Basta confirmar no site. É que o simples facto de a área do hostal ser maioritariamente utilizada para um bar e para esplanada ao ar livre explicam muita coisa. Depois do jantar e passadas umas portas tipo entrada far-oeste, estávamos no bar com música aos berros e os corpos sem cabeça aos saltos. A loucura estendia-se sempre até ao encerramento às 2:00 por imposição legal. Depois punham-se 3 alternativas: ir para a cidade/disco night até às 6 da manhã a pé (30 min) ou de táxi; ir para a cama porque o dia amanhã é de wind-surf; ir para a cidade porque o dia amanhã é de wind surf. A cidade tem todas as condições para a prática do pagode. Num ritmo pagatamente alucinante se vive o dia a dia em Tarifa. Vale a pena ir a esta pérola de passagem para Marrocos. Até esse facto (a proximidade a Marrocos- Preço do ferry 30 euros/pp) é um bom motivo para visitar tarifa.
Terça-feira, Julho 18, 2006
Sobre o novo trabalho...
Cheguei ontem de Tarifa. Hoje estava às 9.15 em Linda-a-Velha. Motivo: recomeço da vida laboral, agora como colaborador da Nestlé. A satisfação após este primeiro dia é grande e prende-se com saltos qualitativos consideráveis naquilo que considero o meu trabalho ideal.
Dimensão: BPI- 4,5 mil milhões de euros => Nestlé 100 mm de euros
Internacionalização: BPI: 5º maior banco português (trabalho no escritório em Lisboa ponto) => Nestlé: maior empresa do mundo em muitíssimos mercados (trabalho em Lisboa, centro de distribuição de Aveiro, Barcelona e formação na Suiça, Alemanha, etc.)
Horário: BPI: 8.30 – 19.00 (pelo menos) => Nestlé (8.30-9.00)-(17.30-18.45)
Salário: Ligeiramente superior
Tempo até ao trabalho: Mantido ou reduzido
Tarefas: mais práticas, mais interactivas com equipas de trabalho, resultados práticos
Estratégia de longo prazo: BPI opado => Nestlé numa série de aquisições
Posso concluir que a satisfação subiu pelo menos numa primeira impressão
Quarta-feira, Julho 12, 2006
É preciso ter sorte...ou será azar? (tem piada eu considero que seja uma besta quem prefira a harmonia à paz...Seria Paz ou harmonia-Gato fedorento)
Há coisas com piada… Outras têm menos piada!
Não tem piada mesmo nenhuma por exemplo (meramente um exercício de imaginção), fazer um aluguer de material de windsurf pela Internet e depois estar demasiado vento para poder fazer windsurf (grande barrtete!). Neste cenário estar na praia não é uma opção porque apesar dos 50 graus estamos no meio de uma tempestade de areia. Não tem piada nenhuma neste cenário perder o cartão de crédito (mesmo que ele depois apareça). Claro que já tem piada encontrar o cartão de crédito no saco do pingo doce juntamente com o pão (here the fuck is my head). Não tem ainda piada deixar o fato de wind surf numa das poucas vezes em que foi utilizado a sequar durante presumivelmente dois dias num poste de madeira (sei que foi menos de dois dias, porvavelmente algum amigo do alheio o recolheu pouco depois de estar seco). Claro que já tem piada apanhar um pôr-do-sol no ponto de intersecção do mediterrâneo com o atlântico. Não tem piada nem deixa de ter é portanto neutro) deixar o fiambre no super mercado. Finalmente poderá ter piada aquecer-me uma pizza beber umas cervejas neste hostel que afinal é um bar e conhecer umas mossoilas roliças. Será que a sorte está a mudar…
Terça-feira, Julho 11, 2006
Porquê tantas mortes na estrada em Portugal?
Os espanhóis são dos povos com menor nível de civismo que conheço. Pensam da seguinte forma: o que é meu é meu o que é dos outros ou passa a ser meu ou que se lixe. Funcionam assim em sociedade e até funcionam bem. A mão invisível de Adam Smith é mais poderosa num cenário com esta mentalidade. Tem sido pelo menos. Atribuo parte do sucesso económico que eles têm tido ao egoísmo que alimentam. Ainda bem que o ser humano tem algo poderoso, seja ele o egoísmo ou a solidariedade. Claramente a força recaiu mais sobre o primeiro sendo que uma das consequências de egoísmo é a solidariedade. Não somos perfeitos, mas parece-me que se alguém tivesse de definir sentimentos que garantissem a subsistência da espécie estes seriam dois fundamentais.
Porquê tantas mortes na estrada em Portugal?
Mais uma achega...
Porque acabo de fazer
1 ano depois (3a feira 18 de Julho 2006) recomeço laboral. Mas antes...
Pois é. Menos de uma semana para recomeçar. O que fazer? VIAJAR. Desta feita diriji-me sózinho e de carro para Tarifa. A ideia é aproveitar o espirito que se instalou nesta vila piscatória há 30 anos quando foi descoberta por um windsurfista e praticar o próprio do wind surf.
A primeira impressão de Tarifa é curta mas permite me uma introdução: Cidade piscatória pequeníssima localizada sobre o mar, com uma boa onda incrível e com um vento africano e de intersecção com o mediterrâneo com o Atlântico e portanto quente e fortíssimo. Amanhã terei uma visão mais precisa dos efeitos e utilidades deste vento. Para já o desafio vai ser dormir. E ainda uma ideia mais próxima do bom espírito que aqui se vive. Quanto ao OTB international (hostal onde estou) a onda é incrivel...
Como disse ainda há pouco tempo viajar é pensar o Mundo. Para mim, a mais cabal prova disso mesmo é o que me acontece cada vez que estou num ambiente desconhecido. Nesse sentido quero partilhar uma descoberta interior. A ansiedade que a véspera da partida me traz não é mais do que o medo animal do desconhecido. Normalmente os animais (e os homens não são excepção) evitam o desconhecido e quando partem para a sua descoberta fazem-no preferencialmente acompanhados em grandes grupos. Poucos corajosos fazem no sozinho (tungaa). Sim, bem sei que o desconhecido nem sempre é muito desconhecido e até o nosso dia a dia tem uma componente de desconhecido o que torna este conceito altamente relativo. De qualquer maneira, vou definir para o caso o desconhecido como toda a realidade com a qual nunca tivemos contacto prévio (físico e/ou intelectual) e que suscita na nossa imaginação várias múltiplas hipóteses e suposições em relação àquilo que vamos encontrar. Pomos a nossa imaginação a trabalhar precisamente por medo, e insegurança. Queremos conhecer o desconhecido para não termos surpresas e como não o conseguimos fazer há um nervoso miudinho (ou graúdo mesmo) que nos atormenta à partida. Assim é comigo. Só a partida efectiva me traz a tranquilidade necessária para deixar a imaginação suspensa e para deixar a mente focada no presente por oposição ao futuro. A nova realidade que encontro distrai-me. Descontrai-me… Que bom que é viajar mesmo que sejam só
Estou então pronto para pensar o Mundo outra vez…
Sexta-feira, Junho 30, 2006
Despedida de um trabalho
Olá a todos,
Um ano depois, hoje é meu último dia no BPI. Gostava de aproveitar esta oportunidade para agradecer a todos. Agradecer:
a todos aqueles que dispensaram um momento para me ajudar nas minhas dificuldades,
a todos os que me tiraram algum tempo do seu dia para me ensinar um pouco mais,
aos que tiverem a paciência de parar para ouvir o que eu poderia ter para dizer,
às pessoas com quem trabalhei diariamente, especialmente à minha equipa, que trouxeram criatividade e novas ideias para o dia-a-dia e acima de tudo foram a razão pela qual todas as manhãs acordei motivado para vir trabalhar,
e o mais importante: todas as pessoas que nos momentos de descontracção riram comigo e tornaram este um bom sitio para trabalhar e aprender.
Quanto ao futuro, desejo a todos as maiores felicidades a nível laboral, mas principalmente nas suas vidas pessoais.
Quanto ao BPI é uma casa de bons valores, onde as pessoas são importantes e onde o desafio é inovar para além da concorrência e que espero veja em breve resolvida pelo melhor a situação da OPA.
Quanto ao meu futuro, irá decidir-se em breve. Assim que tiver novidades (o que será muito em breve) irei comunicar. Para os interessados o meu e-mail é o pmncamara@hotmail.com.
O meu obrigado
O adeus a pedro.noronha.camara@bancobpi.pt
Companheiros, amigos, palhaços deste circo que é a vida (como diz Bonifácio),
O dia de hoje coincide com o meu último dia no BPI gestão de activos. Para mal de esta casa que viu as suas acções subirem vertiginosamente desde a minha aquisição, os riscos de a OPA se concretizar são agora maiores. Revelo esta informação confidencial: toda a argumentação junto dos accionista para não desfazerem a sua posição baseou-se no facto de que o BPI tinha Pedro Noronha da Câmara e o BCP não. Os níveis de eficiência eram logo aí substancialmente diferentes a favor do BPI. De qualquer maneira, lamentar nunca adiantou grande coisa. E por isso o que desejo a esta casa é uma força adicional para continuar, mesmo sem mim.
Quanto a mim vou agora embarcar numa missão bastante importante para a humanidade. Ir em busca de novos planetas… a partir do meu sofá. Infelizmente para a humanidade o tempo que me será concedido a mim e ao meu sofá poderá não ser o suficiente para resolver os grandes mistérios da humanidade pelo que em breve terão notícias sobre um novo mail, associado não a um sofá mas a uma cadeira desconfortável atrás de uma parede de cristais líquidos.
Com nostalgia me despeço de todos aqueles que durante este ano receberam e-mails de Pedro.noronha.camara@bancobpi.pt, e que a partir de hoje irão sentir a falta e mesmo o aparecimento de um grande vazio nas suas caixas de correio pela ausência desta que foi uma das melhores combinações de letras cibernéticas. Alguns terão mesmo de apagar aquela regra que mandava os meus mails directamente para o lixo. Pois é a vida vai ser mais dura. Onde é que vai estar o incentivo para trabalhar. Mas minha cambada não desanimem porque continuo @HOTMAIL e numa praia perto de si. Até... Quem sabe até muito em breve. Anseiem por novidades minhas. Tê-las-ão em breve
Finalmente um obrigado por todos aqueles mails que nesta mesma caixa de correio recebi. Uns de apoio, outros apenas informativos, tantos de simples brincadeira e outros tantos ainda de mera galhofa. Sim porque, palhaços deste circo que é a vida, rir é importante e esta caixa de correio foi esse meio para vocês me fazerem rir. Pena que tantos mails bem intencionados que alguns de voes enviaram tenham sido retidos pela direcção de redes desta casa com bom nome a manter…
Resumindo: este já não é o meu mail a partir de hoje!
Beijinhos e abraços
Quarta-feira, Maio 31, 2006
Dicas úteis (culinária para malta que anda a navegar na net e tal...)
http://video.google.com/videoplay?docid=-2640239019877885520
Os melhores golos de sempre:
http://video.google.com/videoplay?docid=7299597414008649266
Segunda-feira, Maio 29, 2006
O código da Vinci até é um bom filme, mas o que é sem dúvida uma brilhante curta-metragem...
Ou ainda um pai de uma família, certamente mais conservadora, que quando vê as suas filhas de 10 e 12 anos a receberem, desta jovem finalista, que apenas cumpre ordens de uma empresa que após ter realizado um estudo de mercado conclui que já se pratica sexo em Portugal desde a tenra idade dos 12 anos, uma caixa de preservativos, lhe pergunta: “O que é que a menina acha que está a fazer?” e pede às suas filhas para devolverem educadamente as caixas de “camisinhas”…
Ou ainda as crianças que invejando os seus amigos que brincam com balões hiper resistentes de látex e escorregadios pela vaselina, lhe vêm a pedir, à nossa jovem finalista para que abrilhante a sua juventude com uns balões como os dos amigos. Assim poderiam desfrutar melhor dos seus 10 aninhos…
Quinta-feira, Maio 04, 2006
Ideias para o caminho
2. Os governos deviam preocupar-se mais em promover o livre funcionamento dos mercados e corrigir as suas imperfeições (que são muito mais reduzidas do que aquilo que se faz pensar: os monopolios naturais são poucos, assim como as situações de free riding e aquilo que se pode considerar de bem púlbico e ainda as extrenalidades) em vez de se tentarem subsituir ao mercado, com a arrogância política de pensar que sabem melhor do que os individuos livre aquilo que é melhor para eles.
1+2 Matem alguns políticos de carreira e abram os cordões à bolsa a alguns tecnocratas
Já agora deixem-me questionar algumas instituições sociais.
1. As ordens profissionais. Porque é que os recém licenciados de direito se hão de ter de submeter a provas tão ridiculas quanto arbitrárias para poderem exercer a sua activiade profissional. Porque é que eu não posso decidir livremente quem é que penso que é a pessoa melhor preparada e com custos mais competitivos para me servir de advogado. Mas que escandalo de prática de conluio é esta. Faltará muito tempo até que comecem a ter as práticas doentias de proteção dos que estão dentro do sistema como os médicos que controlam a abertura de faculdades da sua especialidade? Será que aqui o mercado não funciona? É que quando sai da faculdade de economia ocorreu me precisamente o seguinte: e agora como é que me posso proteger, enquanto classe, ao ponto de impedir que determinadas tarefas para as quais fui treinado a fazer, estejam bloqueadas a curiosos como os engenheiros? Será a ordem a solução? Posso proteger-me como os médicos? A resposta é simples: a única forma de me proteger é sendo melhor e mais barato do que os outros naquilo que faço. Não poderemos fazer o mesmo com os cuidados de saude???
Terça-feira, Maio 02, 2006
A vida nas grandes cidades
Urbanismo. Sociedade do futuro. Duas chaves que uno da seguinte maneira. (antes de mais porquê debruçar-me sobre este tema: cidade pareceu uma cidade demasiado grande para viver agradavelmente. Afinal não são apenas as empresas que têm uma escala óptima e quando as cidades deixam de ser monopólios naturais (como no mundo emergente), passam a ter uma dimensão óptima por deseconomias de escala. Paris is well above that limit).
Para guiar o leitor e correndo o risco de estar a atirar um numero patético ao ar diria que uma cidade tem uma dimensão ideal nos 2-4 milhões de habitantes. Vejamos o que acontece numa cidade com 10 milhões de habitantes: área ocupada é para além do que a vista poderia jamais alcançar (um raio de cerca de 50-100 km parece me real). A criminalidade ganha economias de escala. O preço do imobiliário torna-se proibitivo, até para as próprias empresas. O transporte é demorado e confuso. A poluição insuportável para a saúde.A natureza eliminada. As pessoas encafuadas em espaços fechados.
Este tem sido o nosso modelo de crescimento económico altamente eficiente e que sem dúvida foi o grande pilar sobre o qual assentou o nosso grande boom económico como civilização.
Mas agora associe a estes dados uma série de inovações tecnológicas e ainda alguns avanços na gestão profissional de empresas, como por exemplo: vídeo conferência, call conference, Internet, computador de bolso, telemóvel, 3G, portáteis, boas estradas, aviões mais baratos, subcontratação de serviços (outsourcing) e ainda outra inovações que vão continuar a surgir, e diga-me uma boa razão para 8 milhões de pessoas e empresas não saírem destas grandes cidades de 10 milhões e se localizarem em cidades próximas mas mais pequenas e onde nichos de mercados que beneficiam do efeito rede proliferam, como Silicon Valey? Porque não uma organização por clusters? Também estou com dificuldade em encontrar boas razões... ( entretanto foi me dito que aparentemente em Paris esta tendência já é de certa forma uma realidade mas que as empresas têm avançado para periferias que funcionam autonomamente como pequenas cidades. É um primeiro passo...)
Desta feita... Pari e Stock
Assim, sigo pela largas avenidas de Paris a pensar França. A pensar esta realidade ambígua de um País rico, dos mais desenvolvidos do mundo, agarrado ao seu passado como um velho do Restelo ou como alguém que na Rússia comunista tivesse entrado em coma antes da queda do muro e acordado depois com a sensação que tudo estava na mesma. Esta não é a França liberal de Bonaparte, mas sim a França social de Bonaparte. É a França que acredita na igualdade e solidariedade definida e imposta desde cima e pouco convencida que neste mundo corajoso e pleno de oportunidades em que vivemos a total liberdade dos agentes conduz à valorização colectiva. Esta é uma sociedade de abundância onde o luxo de 50-60 dias de férias por ano são um direito perfeitamente insultuoso num mundo de concorrência. É a sociedade do subsidio onde tudo é tirado ao trabalhador e dado ao estudante, seja ele nacional ou estrangeiro. Subsídios para alugar casa a estudantes erasmus são uma realidade. Os serviços privados que lhes são prestados são todos oferecidos. Num sistema de educação Europeu, que aqui é ainda mais ridículo. Maioritariamente público, perpétua injustiças, sobre a falsa sensação de acesso universal, puxando a Europa academicamente para a cauda do mundo desenvolvido. Pouquíssimas são as Univversidades Europeias que conseguem concorrer com as Americanas, auto financiadas.Na América encontramos um sistema livre de mercado onde o subsidio tem de ser justificado para existir e não, como acontece em França para ser retirado. O principio é o do subsidio, num pais onde a agricultura é o maior consumidor de fundos europeus, destruindo todos os anos 50% do orçamento Europeu. Este é o País que tem duas velocidades para duas sociedades paralelas. Numa desenvolvem-se grandes empresas, altamente competitivas mundialmente, noutra engrossa-se o funcionalismo público. É um País opulento.
Terça-feira, Março 28, 2006
Always look on the brigth side of life... (porque faço este post enquanto vejo a cena genial de Life of Brian em que cantam esta malha..)
Assim, transcrevo um dos vários textos que escrevi em Ljubliana, recordando Trieste. It goes something like this:
O prazer de reviver a atmosfera Erasmus no reencontro com um velho amigo... Existe entre todos a certeza de estar a viver ou ter vivido, a propósito de Erasmus, um momento verdadeiramente único. Mas bolas, esta minha afirmação é apenas uma implicação directa da linha do tempo e como linha recta que é não se cruza a si própria. Aquilo que mede o espaço que vai da chegada à partida da cidade Erasmus e que chamamos de tempo é, como sabemos, relativo. Ora se o tempo é relativo, e a nossa mente é capaz de recompor o passado, atribuindo-lhe acontecimentos, sentimentos e emoções que jamais estiveram presentes, ou que jamais serão recordados com exactidão, a qualidade desse momento é absolutamente e intrinsecamente mais relativa. Assim chegamos à relatividade estrondosa que o passado tem nas nossas vidas, uma vez que está preso à forma como quero recordar esse momento e não à forma como o vivi. Sabemos ainda da incerteza que encerra o futuro. Acabamos na conclusão de que o presente é hegemónico. O ser humano sempre se curvou perante o hegemónico, curve-se então, no abandono do passado e do futuro, perante a hegemonia do presente.
Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006
Começo a ganhar um gosto estranho por publicidade. E este...é simpesmente genial!
Para já estes links enquanto não consigo pôr alguns videos brutais que tenho recebido...
Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006
Match Point
Quarta-feira, Fevereiro 08, 2006
Ideias para o caminho
Tenho como certo que as pessoas mais felizes não são as que vivem na agitação do dia a dia mas as que conseguem guardar algum tempo para este tipo de viagem espiritual...
Falta de seriedade
Cá está:Terça-feira, Fevereiro 07, 2006
A Camara indiscreta
Aqui está o mestre do disfarce...Domingo, Fevereiro 05, 2006
Contributo para o jornalismo
Quinta-feira, Fevereiro 02, 2006
Sites recomendáveis
Aqui estão eles:
http://media.putfile.com/stv
Bolas o outro é um ficheiro media player simplesmente genial que não sei se dá para pôr num blog...
Gostava de poder acrescentar o site onde, de graça, vi o jogo do Benfica em directo no estrangeiro. Genial. (o resultado não interessa para o caso). Fica para uma próxima ocasião.
(é verdade...apenas promessas!)
The wonderful gathering of the sea and Mountain
Ljubliana- City of Angels
Lose your head and be happy in Ljubliana
Back to reality)
Pensamentos em viagem
(Lago gelado em Bled-Eslovénia, que permite acesso à ilha central)The wonderful ride

Assim começava a grande viagem. Espaço ainda ara referir 2 momentos: Porto e Londres.
Em relação ao primeiro um agradecimento ao Tiago, que trabalha comigo no BPI (e que me entrevistou durante o recrutamento) e que mostrou que mais do que as relações no trabalho são as pessoas que estão por trás dessa relação. Ele teve esse grande gesto de me ir buscar ao comboio e levar ao remodelado aeroporto Sá Carneiro. E que remodelação terá esta obra operado nas construtoras que ganharam o “concurso”. A verdade é que aquele espectáculo de virdo e lâmpadas que é o novo terminal estava ao abandono. No entanto, houve uma coisa que ainda me fez mais confusão que isso. É que quando acabei de comer uma banana e me dirigi ao também moderno caixote do lixo deparei-me com a seguinte estúpida dúvida existencial. Será a casca de banana uma embalagem ou papel/cartão. Obviamente a primeira. Apenas não me aprecebi disso imediatamente porque tinha 6 meses de trabalho em cima.
Londres, nas próximas 12h iria continuar a consumir as compras de supermercado e teria ainda de encontrar um lugar para dormir no aeroporto cheio de corpos inanimados e desconfortavelmente encrostados nas cadeiras, chão e carrinhos do aeroporto Low Cost. Como sempre acontece, apalparia o terreno antes de avançar. Optimização da resposta, medo de falhar. Passo a pente fino todo o rectângulo que é o terminal. Encontrei a base de uma coluna. Quando fui acordado por Bifes (a fazer lembrar os tempos das escolas de inglês de verão) procurei nova fonte de tortura para as próximas 5h uma vez que tinha apenas passado 3. Na reunião de dois bancos voltados de costas havia um estreito espaço bastante acima do nível do chão. Aí ficaria a dormir tentando controlar ao mesmo tempo as minhas malas.
Depois deste episódio estava a olhar para uma pequena maravilha. Os Alpes terminavam e o mediterrâneo começava e assim surgia Trieste...
A chegada das primeiras férias

Finalmente a iniciativa de escrever. Em frente ao papel, numa pizzaria Eslovena, na ressaca de uma derrota pesada, ante 1 equipa que tem feito 1 época fraquíssima, e enquanto espero pelo comboio que me levará a Trieste, encontro o primeiro momento de paragem e que me permite inscrever algumas ideias e momentos vividos nestes dias. A única forma fiel e completa de alcançar este desígnio teria sido a de salvar os meus pensamentos num disco rígido e agora passá-los a limpo. Na verdade estou apenas a adulterar a realidade, porque a cabeça humana simplesmente não possui a capacidade de registar factos, apenas registará aspectos relacionados com aquilo que foi a nossa vivência de cada momento.
But it goes something like this:
Quarta-feira, Janeiro 11, 2006
Ideia para um desempregado...
Previsões e orientações espirituais- Através das agulhas, búzios e cartas
Ideias para o caminho 2...
Q: I'm a psychoanalyst. What are the most important characteristics to become a champion chessplayer?
That's an excellent question. Psychology is an important part of the book, which isn't only about world champions but about those others who had made massive contributions to chess, but who fell short. And when reading about those other players you can see they often fell just an inch short. In certain cases they had more impact on chess and its development than those who did become champions. To reach the title you have to be exceptional and you have to look at psychology. It's not just about finding the best move, about moving the chess pieces, but about being able to show your best qualities at the right moment. That's why psychology played a very important role in the history of classical chess. I would say that most of the key matches were decided by the psychological hype. One could resist the pressure and the other could not.
Aplicar-se-á à vida?? Hum...
Ideia para o caminho...(Levar para a viagem eterna)
Segunda-feira, Janeiro 02, 2006
O/A camara indiscreto/a-De besta a bestial

A alternativa aos parquimetros...

De qualquer maneira esta situação na minha rua merece um comentário. Então não é que, espantem-se os leitores, esta rua sempre teve parquímetros nos quais os sapos actuaram de forma impetuosa, multando-me mesmo a mim, morador, porque não renovei o selo (bestas!!!!!). Pois bem, as obras no túnel do marquês introduziram algumas alterações ao trânsito local. Assim, na minha rua passaram a circular mais carros, desviados na António aug. de Aguiar. Por isso mesmo deixaram de haver lugares de parquímetros, porque a rua passou a ter mais faixas de circulação. O bom velho tuga, que tem toques de besta lembra-se de fazer o quê? Nem mais nem menos: “Que bom que nos tiraram os lugares quase todos porque agora em vez de pararmos no sentido do transito, o que deixava poucos lugares, passamos a parar em espinha e nem pagamos parquímetro!”. Genial minha brilhante criatura. Mas como tu bem sabes esse lugar onde tu paras é um passeio e segundo o novo código, roubares simplesmente o espaço para o peão passar é severamente punido, com a cassação da carta de condução (que bela expressão, pura estética literária). O sinal de proibido está lá, bem ao lado, as matriculas também! Qué feito da punição exemplar que falta há anos neste pais em múltiplas situações da vida nacional!
a/o camara indiscreta/o 2

Uma imagem vale aproximadamente 565 palavras

a/o camara indiscreta/o 1

Dakar: o patrocinador oficial de Lisboa 2006. A confian�a dos concorrentes: "Se sobrevivi no transito da cidade de Lisboa, tenho a certeza que irei concluir a prova"

Novo episódio de imenso relevo nacional: Lisboa tem o nome numa das duas palavras de uma prova grandiosa. Esta ano chama-se: Lisboa- Dakar. Não faço ideia, mas o impacto que isto tem sobre a imagem de Lisboa/ Portugal em termos turísticos é muito considerável. Mais do que ter o rally a partir efectivamente de Portugal. Assim Lisboa pode continuar esta saga, que teve como um ponto alto, o ser referida pelo New York Time, como uma cidade muito cool (isto é completamente verdade, e o melhor é que o artigo estava muito bem fundamentado). Parabéns Lisboa. Boa sorte concorrentes. Pelo menos pela perspicácia já mereciam ganhar todos. Perceberam rapidamente que o estacionamento em Lisboa era feito em cima dos passeios, principalmente para as camionetas (como o exemplar apanhado pela camara indiscreta).
Inaguração da rubrica: a/o camara indiscreta/o

A metamorfose do sapo hitlariano...Do verde alface ao cinzento reflector.

Neste número zero consegui registar o camaleão das ruas da cidade. Este espécime, muitas vezes acusado justamente de ser pior que o próprio promotor da sanguinária 2ª guerra mundial, está cada vez mais perito na arte do disfarce. Por esta altura ele enverga uma vestimenta com cor igual à maioria dos carros no meio dos quais ele se movimenta. No caso concreto fotografado acima, o exemplar desta espécie utiliza inclusivamente a proximidade de uma árvore para passar despercebido ao indivíduo proprietário desta viatura que ele se prepara para discretamente multar. No caso de um confronto directo, ele utilizará os seus poderosos retro-reflectores para encadear o incumpridor. Com o número zero desta rubrica, estou a prestar um serviço ao alertar o cidadão Lisboeta, para a nova aparência deste perigoso animal, mestre do disfarce. (Por quão odiosos eles possam ser e por quão questionável possa ser a legitimidade da empresa que os lança todos os dias nas ruas de Lisboa, a sua função na redução do transito da cidade é central. Caso para dizer: não há bela sem senão. Mais um contributo para a cultura popular portuguesa.)
Sábado, Dezembro 24, 2005
As escolhas da Lança
Melhor cartão de crédito: Citi Group: criando um novo modelo de negócio (como aliás tem acontecido a maior parte das empresas a nível mundial e a um ritmo muito inferior em Portugal), lançaram em modo de promoção este cartão com anuidade gratuita (e vitalícia) e ainda com seguro 90 dias para os bens comprados com o cartão, 1% de desconto em todas as compras, entre outras vantagens como a de se poder associar a qualquer conta e ter um site na Internet com todos os movimentos efectuados. A marca diz o resto.
Melhor investimento do ano: vários. Este foi um ano em que classes como emergentes, Japão e Europa (na 2ª metade do ano), ouro, petróleo e platina tiverem performances muito boas entre os 25% e os 50%.
Melhores investimentos de médio prazo para o próximo ano: Acções de grande crescimento nos EUA, Ouro, Obrigações (na primeira metade do ano) e ter alguma atenção aos fundamentais para alguns mercados emergentes. A economia Mundial está pujante.
Melhor jogo de Futebol para 2006: Barcelona-Chelsea e Portugal-Angola , por razões opostas.
Maior expectativa e maior oportunidade: Rock in Rio 2006 e oportunidade para compra e vender na candonga.
Christmas is that time of the year...Bom natal. Que mais dizer

N�o podia deixar de estar presente neste regresso um postal de Natal que furiosamente recebemos pelo correio, pelo correio interno da empresa, pelo e-mail e at� de por m�o. Uma imagem de um natal com Neve como todos s�o n�o obstante n�o termos neve em Lisboa vai para 50 anos. Bem na verdade para o BES passaram apenas algumas horas desde que isso aconteceu. Let them have there own shown. Que a prop�sito � uma ideia genial de markting

Outro regresso do Blog- A nova realidade...
O trabalho (a nova realidade com que me deparo) tem ao contrário daquilo que muitos pensam, por antecipação, um certo efeito tranquilizador e estabilizador da vida. Se por um lado temos menos tempo para fazer determinadas coisas, decorre imediatamente deste facto que aproveitamos muito melhor aquele que temos. Se por um lado começamos a sentir mais falta de certas coisas tão simples como estar com os amigos, decorre imediatamente deste facto que damos muito mais valor a esses pequenos momentos e assim os tornamos melhores. Se por um lado um assunto que ganha relevo nas nossas conversas é o trabalho, decorre imediatamente deste facto que mais tempo está a ser preenchido com uma tarefa que embora não tão útil para nós numa perspectiva de prioridades pessoais, é sinal de que estamos a ser finalmente úteis à sociedade.
Há no entanto um risco: a rotina. Felizmente ainda está longe de me afectar. Jamais seria capaz de me deixar apanhar por essa maleita em fase tão incial da minha vida profissional. Mas ela está ai à solta meus amigos. E parece-me que esse é o grande mal dos ambientes laborais portugueses. A rigidez do sistema de promoções, despedimento, prémios, por ai fora (vocês sabem do que é que eu estou a falar), gera uma situação de fundo muito simples, há qual é oferecida apenas duas soluções. Ou estás disposto a entrar em grande ruptura com o status quo, como seja ir para o estrangeiro, ficar em Lisboa trabalhando 20h por dia e perdendo meia semana em aeroportos, ou então a alternativa é a de simplesmente deixar as coisas andar e deixar que uma enorme frustração de não haver um meio termo te possa transformar numa pessoa amarga, com pouca ambição e pouca vontade de trabalhar. No entanto, lá continuarás a fazer qualquer “coisinha” pela “vidinha” no país dos diminutivos e das coisas pequenas como diz o filósofo José Gil.
Depois há o terceiro aspecto desta minha nova reflexão e que é a antes de mais um elogio rasgado a Portugal, o país que eu adoro, no qual adoro as pessoas e a vida que nele posso levar. Mas depois dele há todo um mundo para conhecer. Há esse imperativo interior. Este é apenas um dos paraísos na terra. É o meu é certo, mas é apenas um entre outros. E nada melhor que saltar de paraíso em paraíso, para regressar ao Éden. Assim se explica a minha continua fixação por viajar. Talvez esta seja a minha obsessão que tenho menos dificuldade em partilhar e daí tenha dado origem a este Blog... Em seguida faço um update sobre as minhas mais recentes e próximas viagens... A todos um forte abraço ou beijinho sentido. hehe.
Sexta-feira, Julho 01, 2005
Outro olhar sobre Barcelona
Uma vez mais Barcelona. Sim, adiei o meu regresso em 6 dias: estarei em Lisboa dia 6 de Julho. Continuo a procurar nao ser faccioso em relacçao a esta cidade, mas ela nao para de me surpreender.
A vida nesta altura do ano, é diferente do Inverno quente, que marcou o meu Erasmus. Acabamos de cruzar o dia mais longo do ano e o calor tem sido praticamente sufucante, a noroeste de Lisboa, mais concretamente em Barcelona. Finalmente hoje respiramos com facilidade e assim continuará se ao contrário do que tem acontecido a temperatura hoje à noite nao vier a ser superior aquela que se verificou durante o dia como tem acontecido no passado. Por outro lado, as praias aqui em Barcelona como em quase qualquer cidade Industrial do Mundo à excepçao do Rio de Janeiro prai, deixam bastante a desejar. Para além da sua areia ter sido trazida de algum grande arial de algum ponto do mundo, de onde nao fosse caro transportá-la (á imagem da areia que chegou à Madeira vinda do Sahara), a agua está nauseabunda. No outro dia quando flutuei na agua em cima de um colchao acabei por ficar surpreendido por ver manchas de gasolina na parte que acabava de estar em contacto com a agua. As autoridades estarao interessadas em prever qualquer tipo de escandalo nesta cidade visitada por milhoes pelo que continuo na sequencia, mar- duche.
Mas esta cidade é acima de tudo fascinante e surpreendente. Surprende-me a cada dia. Passo entao a contar alguns dos muitos episodios que me tem surpreendido. Heis a selecçao destes episodios para o Blog:
1: Apanhados no Metro:
2: Eu enquanto Mcgaiver:
Na grande festa e confusao de quartos que vai na casa do Tomás onde vivem 7 pessoas entre alema, mexicanos, franceses, Portugues, o Tomás tava de saida do seu quarto e mudou todas as suas coisas para o quarto onde eu próprio estou a dormir e onde estao todas as minhas coisas. Sublinho TODAS. Bem com tudo lá dentro vem uma corrente de ar já habitual. A porta fecha-se com o estrondo de sempre. Agora vem a parte interessante e que quase ia lixando o nosso dia senao mesmo a nossa estadia em barça. A porta que se fecha ficou como que por artes mágicas fucking fechada por dentro e como aquele nao era senao um quarto da casa que nós tinhamos ocupado, nao tinhamos a chave. O pânico quase nos tirou o raciocinio. Abordamos o problema por várias frentes que nao vale a pena relatar agora. Mas uma das hipoteses, em vez de arrombar a porta e assim fazer com que o tomás deixasse de receber a cauçao, era levar um seralheiro lá a casa para abrir a porta. O preço elevado que isso representa para dois estudantes ia fazendo de nós próprios dois seralheiros com poucas esperanças de sucesso. Entretanto fui juntando peças, recurdando episódios do Mcgaiver, falando com mecanicos que trabalham ao pé da casa do tomás, moldando os meus clips segundo esses mesmos conceitos. O resultado final eram clips deformados. Puxei de uma cadeira, comi um pudim flan e comecei a laborar na porta. Com estes dois arames fiz o milagre. Abri o raio da fechadura e trouxe mais felicidade ao mundo.
3: Eu enquanto potencial vencedor do Euro Milhoes
Nada de mais. O computador da minha faculdade onde escrevo agora, apenas me permitiu o acesso porque há uma semana, enquanto eu desesperava perante a antipatida dos outros alunos ao nao me facultarem as suas pass word, sentei me atrás de um ecran a tentar combinaçoes, Username Password. Peço desculpa se eu sabia a chave do euro milhoes e ainda que o aluno u24866 usa como password a palavra madrid. Peço desculpa.
4: Americanos alucinados: Conto depois
5: Praia de Nudistas: Conto depois
Quero ainda falar de um tema que me tocou o espirito: a Solidao, nas suas dievrsas formas, tanto benéficas como destrutivas.
Ah e Viva o Budismo como forma de conhecimento do ser humano, nao tanto enquanto religiao.
Quinta-feira, Junho 16, 2005
A emoçao das viagens (agora de barcelona) volta ao blog
Tenho noçao que acabo de completar, pelo menos, um ano fabuloso em todos os sentidos, muito por causa das inumeras e únicas viagens que tive a sorte de fazer no decorrer dos últimos 300 dias da minha vida. Regressado à origem do impeto (barcelona porquanto erasmus terá sido essa influência decissiva), consegui por fim contemplar essa mesma sorte. No entanto, aquilo que me encheu o espirito nao foi apenas isso. Foi também este primeiro dia fora de Portugal e na cidade pela qual me apaixonei e com a qual estive comprometido durante quatro meses que me encheu de alegria. Gostava entao de aproveitar a internet gratuita que consegui na minha anitga Universidade, pedindo o código a um ainda aluno da Pompeu Fabra, para falar sobre 3 questoes simples:
Finalmente, esta é uma cidade que respira juventude. Vê-se na sua noite.
Quanto à minha estadia por Barcelona pergunta-se vocês! Ficou para já a matar saudades de amigos e spots até sabado. Irei entao para Girona e Costa Brava com o meu espirito de viajante a acompanhar. (Espero fazer wind surf ai). Regresso entao a Barcelona para uma semana de ramboia, aproveitando as festas de despedida dos Erasmus. O meu numero aqui em barça é 697210159.
2- O facto de ter um carro com deposito cheio, à porta de casa em Lisboa é uma primeira resposta. Também é verdade que em Lisboa a maior parte das coisas que perciso já tenho em casa. Isso reduz a minha necessidade de sair. Depois estou um bocado perto de tudo e acabo por me tornar comodista. Mas a prova de que o nao sou, para os mais cepticos, é mesmo a minha atitude no estrangeiro. Aqui estou eu com uma subida ao parque guell e mais de uma dezena de quilometros em cima no meu primeiro dia em barça. Preparo me ainda para apanhar autocarro e comboio e ir à aventura. Existe de facto algum espirito que nos inunda só no estrangeiro. Mas a minha preguiça começa a cair por terra.
3- Dificil dizer! O estilo de vida é a resposta, mas levanta ainda algumas dúvidas. A vida agitada da cidade, os planos permanentes, os mesmos ares e terras já pisadas, enturvam o espirito. O inverso é verdade: no estrangeiro o espirito liberta-se. A minha capacidade de análise é mais limpida e chego à profunidade dos meus sentimentos mais facilmente. O comportamente resultante é doentio e compulsivo: tenho de escrever. Mas hoje fico por aqui porque barça espera por mim. O tempo é mais quente do que quando fiz erasmus e é para aproveitar.
Grande abraço tomás Capitao por me receberes em tua casa e antiga faculdade pela net a pála, as refeiçoes com melhor qualidade preço e pela primeira festa onde já estive. A despedida dos seus alunos erasmus.A enigmática lança espetada em terras espanholas...
Quinta-feira, Junho 02, 2005
A peregrinação- um caminho de fé
Mais uma experiência forte que tive a sorte de viver recentemente: uma peregrinação. Uma peregrinação é muito mais do que um simples fanatismo religioso que nos leva a caminhar, indiferentes ao cansaço. Uma peregrinação é muito mais do que um grupo de pessoas a andar. Uma peregrinação é muito mais do que cumprir uma promessa ou um momento para endereçar pedidos a um Deus da dádiva. Uma peregrinação é muito mais do que um conjunto de pessoas que se querem conhecer. Uma peregrinação é muito mais do que a partilha espontânea que acontece entre semelhantes.
Para mim, que acabo de fazer a primeira, uma peregrinação, embora difícil de definir, é principalmente um caminho de aprendizagem em conjunto, sobre Deus, sobre Deus feito homem, sobre a vida, sobre o projecto de vida que Ele tem para nós, sobre a forma de nos mantermos no caminho que Ele enquanto arquitecto do Mundo nos consignou como caminho para a felicidade verdadeiramente eterna.
No nosso íntimo, que poucas vezes escutamos (é aborrecido e tende a tirar-nos do nosso conforto fazê-lo), somos por vezes assaltados por uma inquietação que normalmente não conseguimos explicar. Até porque não queremos. Apenas a poderíamos explicar se a quiséssemos ouvir várias vezes por dia e na sequência procurássemos obstinadamente a resposta para esta forte interpelação do espírito. Mas porquê ouvir aquela voz que me incomoda quando estou a ver televisão, quando estou a tomar banho ou mesmo quando estou a dormir, ou pior ainda quando estou a trabalhar e preciso mesmo de acabar o que comecei. Porquê dar importância a uma inquietação que nada tem que ver com o meu dia-a-dia. Assim vivemos nós as nossa pequenas vidas. E assim deixamos o nosso pequeno corpo um dia. E porque é que não há de ser assim? Os animais vivem, imaginamos nós desta forma. Não há razões para sermos diferentes! No entanto, temos esta componente espiritual, esta procura de uma verdade unificante. Esta verdade, embora não seja clara, está muitas vezes mais próxima do que nos parece quando a olhamos no turbilhão do dia a dia. Quando durante uns dias nos dedicamos quase exclusivamente à reflexão, seja orientada por que religião ou prática filosófica for (embora existam diferenças substancias entre elas que não vale a pena aqui explorar), podemos facilmente dar-nos conta de um sentimento interior de pertença ao Universo. Podemos mesmo chegar a contemplar com olhos límpidos a história maravilhosa que foi a vida e Cristo, tal como historicamente está registada a história de D. Afonso Henriques por exemplo (embora esta segunda mais incompleta). Podemos mesmo a certa altura, quando procuramos Jesus entre nós, no meio do nosso grupo de amigos (ou companheiros de peregrinação), descobrir com deslumbramento o Amor que Ele nos veio ensinar.
Este é uma visão interior do sentimento de Universalidade que acredito, cada ser humano possui. Outros sentem-no de outra forma por razões culturais. Penso que este sentimento se manifesta em todos nós, humanos, quando procuramos algo de melhor para o Mundo como um todo, hoje e no futuro, muitas vezes para lá das nossas vidas. E normalmente quem mais activamente procura, são aquelas pessoas que mais atenção prestam a este sentimento interior de Universalidade ou espiritualidade. Pessoalmente estou contente por poder partilhar deste património da Igreja, que mais não é do que uma responsabilidade de anunciação, e que é o Amor de Cristo. Sem certeza (mas na busca incessante de respostas) e acima de tudo sem garantia de que conseguirei ser fiel à proposta o desafio é entusiasmante e pleno.
A proposta que os textos brilhantemente compostos nos proponham era a seguinte (cheguei apenas no 3º dia de peregrinação do resto do grupo pelo que não vivi tão intensamente os primeiros, aqui ficam as ideias de todos eles):
O desafio à partida era claro: Levantai-vos, vamos daqui! Abandonem as vossas casas. Partamos para a nova terra. Deixar a casa, pretendia ser entendido como abandonar aquilo que nos é preciso na morada actual: influência, sucesso pessoal em oposição ao sucesso de Deus através de nós, abandonar mesmo a necessidade de carinho e elogio. Abandonarmo-nos à vontade de Deus. Senhor, quando estiver no deserto, longe daquilo que sempre me orientou, peço-te então Senhor, faça-se em mim segundo a tua vontade. É certamente difícil abandonar este porto seguro dos critérios do mundo. Pedíamos então ao Senhor que nos desse força para o fazermos. É-nos então contado como começou a Companhia de Jesus. Foi justamente com o abandono da casa, apenas confiando que o Senhor saberia fazer o melhor de cada um de nós uma vez que estivermos nas Suas mãos.
Para esta viagem precisamos de companhia. É-nos dito que Jesus quer ser a nossa companhia. Ultrapassemos lentamente os medos e deixemos que Jesus nos mostre o seu Amor. Era pedida a abertura do espírito e a capacidade de olharmos para as nossas próprias vidas, sem qualquer tipo de medo. Daqui para a frente chamamos-Te mestre e queremos seguir-te.
Entrei na peregrinação neste terceiro dia, em que o pensamento proposto era tão desafiante como pleno de sentido. Ensinava-nos o que é Amar. Não amar, mas AMAR. Que desafio tão grande! Este texto, não pode ser explicado tão eloquentemente como citado. Cito então uma passagem: “Talvez receies o sofrimento que o amar profundo possa causar, mas que isso não te impeça de amar em profundidade. Sempre que experimentas a dor da rejeição, da ausência ou da morte, enfrentas uma escolha. Podes tornar-te amargo e decidir não amar novo ou podes enfrentar a tua dor com bravura e deixar que o solo em que permaneces enriqueça e seja capaz de dar mais vida a novas sementes.” Depois, era nos dito numa linguagem simples o que significa Amar assim a cada momento. Significa dar tudo, tornarmo-nos frágeis, deixar que o outro ponha em mim a sua carga. Significa estar disponível em vez de fazer qualquer coisa para agradar o outro e irmos embora. Significa aceitar perder para que o outro fique a ganhar, quebrar a linha que nos mantém sempre por cima na nossa auto-suficiência (amor e dor são inseparáveis). Significa entrar numa relação com outro não por necessidade, para que o amor não se torne uma dependência, mas sim porque queremos o bem do outro. Significa sermos fieis a nós mesmos, e não a qualquer outra coisa para agradarmos a terceiros. Significa não manipular o outro porque preciso dele. Significa liberdade e independência para podermos Amar desinteressadamente. Deus não nos obrigou a gostar Dele. Deu-Se a conhecer e deixou-nos fazer a escolha.
Agora é importante pensarmos no nosso dia a dia. Os nossos dias vão passando sem sobressalto. A vida vai correndo como um rio. Precisamos então de construir uma barragem nesse percurso, um momento de reflexão e de orientação. Purificar as águas, agora paradas atrás da parede da barragem, aprendendo a Amar em cada situação das nossas vidas e finalmente implodir a barragem e voltar a deixar as águas correrem, agora transportando Amor. Esse Amor será forte e alicerçado na oração. Lemos então o relato de alguém que mudou a sua vida por acção do Senhor. Alguém que o seguiu sem qualquer restrição. Que difícil!
Chegaríamos então neste dia ao Santuário, quando nos era sugerido que aceitássemos todos estes desafios e que perante as tentações do dia a dia não nos afastássemos das propostas de Deus. Vale a pena perguntar-mos ao Senhor a cada momento: Senhor é isto que queres que faça? E assim continuaremos unidos a Ele para além deste dia e de hoje em diante.
Assim ficou claro, a peregrinação são as nossas vidas. Assim ficou claro, a peregrinação é o nosso caminho para Deus e com Deus.
Durante esta peregrinação caminhei, tomei banho em casa de pessoas locais, comi em grupo com os outros 52 peregrinos petiscos que nos iam chegando desde Lisboa, rezei, participei em missas ao ar livre... Recordo muitos momentos, por enquanto, mas acima de tudo quero recordar para sempre que Tu, Senhor, estás ao meu lado e de toda a Humanidade, não intervindo na história, mas antes dando-nos a liberdade de caminharmos para Ti. O mais importante numa história de Amor não são os grandes gestos, mas a fidelidade sem limites.
Terça-feira, Maio 17, 2005
Ser benfiquista....
Em antes de celebrar uma potencial vitória no campeonato que só de nós depende é importante juntar-me aos festejos de mais uma vitória que nos coloca numa posição que não vivíamos há alguns anos, pese embora o triste afastamento do Sporting da Liga dos campeões. Quando falo de posição que não vivíamos há algum tempo falo de 11 anos de jejum para o campeonato, apesar outros títulos conquistados entretanto. Não falo dos 18 anos do Sporting sem ganhar nada, nem as décadas e décadas de inexistência do Porto antes da era Pinto da Costa. Sem dúvida não são comparáveis estas realidades. O importante é então assinalar que esta posição é fonte de prazer e regozijo para toda uma massa associativa que mais não é do que uma grande fracção de todo um país de todo uma comunidade que fala a mesma língua: o português. É verdade. O que custa tanto aos recentes rivais da Luz não é a vitória em si, mas o facto dela ser festejada de forma veemente não só em Portugal, mas também em África, Brasil, Timor e um pouco por todo o Mundo onde existem emigrantes portugueses. É engraçada verificar o anti-befiquismo que fervilha entre os restantes falantes da língua portuguesa, nesta ocasião. Este campeonato não foi certamente o caminho da vitória a que o Benfica nos habituou nos seus anos de ouro. Mas pode ser uma grande campeonato dado o contexto de dificuldades económicas que o clube tem vivido. A má gestão e falta de seriedade dos presidentes do clube da águia faz com que a justa posição que o Benfica ocupa neste momento seja ainda mais louvável. Os recursos limitados, até a nível de plantel que nos permitiram chegar à final da taça e a esta fase do campeonato em primeiro lugar, mais do que demérito do adversário como alguns querem fazes querer, está relacionado com o nosso mérito relativo (porque o mérito só faz sentido em termos relativos), durante uma época onde pela regularidade e perseverança seremos justamente compensados, espera-se.
Todos ao Beça, o Porto é nosso. Portugal é nosso. Todo um idioma a cantar a mesma canção: SLB, SLB, SLB, SLB, GLORIOSO SLB, GLORIOSO SLB. NINGUEM PARA O BENFICA, NINGUEM PARA O BENFICA NINGUEM PARA O BENFICA OLÉ OU.
Espero poder em breve analisar toda uma época ao pormenor com a certeza de que o Benfica é o nosso campeão.
Saudações benfiquistas
A enigmática lança
Quinta-feira, Maio 05, 2005
O medo em Potugal
Bem mas aquilo que vos quero falar hoje é muito mais pertinente, interessante e actual. Olhamos para o estado actual de coisas no nosso pais e para os ciclos económicos mais recentes e questionamo-nos: somos um estado democrático há mais de 30 anos, integrado na União Europeia há quase 20 e no entanto a nossa performance económica é no mínimo pobre quando comparada com as congéneres habituais (Espanha, Irlanda e mesma a Grécia e os paises recentemente comunistas)! Porquê?? Temos procurado motivos económicos estruturais, políticos, culturais, sociais e ainda transcendentais para aquilo que começa a desenhar-se como uma quase sina, tantas vezes entoada em forma de queixume: “cá vamos”, “isto está sempre na mesma”,... Todos os motivos encontrados são válidos e devem ser encarados de frente para os conseguirmos resolver. Mas a realidade transversal a todos estes motivos, e que poucos têm conseguido perceber, é muito mais dura! O problema está na nossa psicologia de grupo. Se olharmos para ela percebemos coisas de facto assustadoras como passo agora a explicar. Talvez assim ultrapassemos uma das características desta nossa psicologia de grupo que é uma psicologia de medo, neste caso concreto medo de olhar para nós próprios reconhecendo com coragem os nossos erros, pessoais numa primeira fase, de grupo depois. O livro que me permite estruturar aquilo que no entanto me parecia uma evidência tem sido o “Portugal, Hoje. O medo de existir”, de José Gil (Professor universitário, filósofo, ensaísta e ficcionista. Completou o 1º ano do curso de Ciências Matemáticas na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (1958) e partiu para Paris. Licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Letras de Paris (Sorbonne) em 1968, tendo obtido também nessa Faculdade a “maîtrise de Philosophie” no ano seguinte). A ideia que quero apresentar é então a que se segue. Culpamos pelo nosso insucesso a burocracia. Culpamos pelo nosso insucesso o governo. Culpamos pelo nosso insucesso a conjuntura e a União Europeia. Culpamos ainda o vizinho do lado ou aquele tipo que lá na empresa não me deixa trabalhar. Culpamos os tipo da Emel, que verdade nos seja dita, lixam o dia aquele que muitas vezes por preguiça quis ir de carro para o trabalho. Culpamos essencialmente tudo e todos pelo nosso insucesso, num círculo fechado, sendo que somos incapazes de assumir responsabilidades. É raro, alguém dar a cara. É raro alguém aceitar em praça pública que errou. É raríssimo tomarmos decisões porque temos medo de errar. Ninguém é bem visto se errou à primeira. Ao contrário da música de Rui Veloso em que errar à primeira é humano, em Portugal errar à primeira é falta de capacidade. Como ouvi numa conferência muito interessante sobre empreendorismo (com o apoio da Universidade nova), em Portugal se alguém levou um negócio à falência não consegue empréstimo para se lançar noutro. Nos EUA, esse mesmo alguém está opostamente em melhores condições para conseguir o empréstimo do que quem nunca teve um negócio, mesmo que falhado. Tudo conduz àquela realidade de que nos queixamos (lá está esta nossa atitude do queixume outra vez).
A origem mais remota para este comportamento é como diz José Gil (na construção de mais um conceito brilhante), a nossa não-inscrição. Para ilustrar melhor este conceito, basta dizer que os alemães conservam e visitam os campos de concentração, encarando o seu passado com frontalidade, em oposição gritante aos Portugueses, para quem o Salazarimo é um caso mal resolvido e acima de tudo esquecido. Embora não sendo um opositor do antigo regime é condenável que tanto as prisões políticas, como inúmeros outros documentos e edifícios históricos tenham sido destruídos, assim como foi alterado o nome da Ponte, hoje em dia 25 de Abril. A não inscrição conduz directamente entre outras coisas, a que tudo nos passe ao lado. Passa-nos ao lado os casos escandalosos que todos os dias passam pelos olhos numa televisão rasca e intelectualmente pobre salvo, esforços louváveis. O Zé Povinho que vemos todos os dias a ser entrevistado porque lhe morreu um filho em lista de espera, ou que não é atendido pelos serviços públicos mais básicos, o que se encontra embrenhado em burocracias. Há ainda os pedófilos, praticantes desse crime horrendo, que continuam sem ser julgados. São inúmeros os casos de injustiças e ineficiências escandalosas, que todos os dias tomamos conhecimento numa atitude de deixa andar, como quem diz “cá estamos”, “vamos andando”, “é a vida”. Não inscrevemos. Fazemos como que por medo que tudo isto nos passe ao lado. Não aceitamos. Não queremos resolver. É de longe preferível deixar isso para o próximo governo. Talvez quem sabe marcar uma reunião, para sabermos a data da outra reunião, onde se decidirá sobre o conteúdo dessa outra reunião, por causa da reunião do mês anterior. É mais fácil assim. Assim ao menos mantenho durante mais tempo o meu cargo, os meus privilégios e a toda a liberdade dentro deste meu pequeno mundo, que é esta sociedade normalizada em que sei sempre o que esperam de mim e não me é pedido o esforço da originalidade e da diferença. Assim vamos neste país, com tantas qualidades e tanta capacidade já demonstrada. A diferença entre os portugueses que lá fora são vedetas não é, já sabemos genética nem institucional. É muito mais que isso. É um fardo de psicologia de grupo que carregamos cá neste país. Podemos ler isso em todo o lado, como no prefácio do Sul de Miguel Sousa Tavares que se declara diferente, mesmo na sua forma de estar em Portugal e no estrangeiro simplesmente quando viaja. Pena que ainda não tenhamos ultrapassado esta mentalidade de pequenez e de necessidade colectiva de afirmação, desconfiança e afinal medo que nos paralisa.
Está na hora de mudar de onda!!! E a nossa geração tem essa obrigação de cortar com este passado paralisante.
Terminarei este mesmo texto, que considero incompleto, em breve
Sexta-feira, Abril 22, 2005
Reflexões pós -viagem- Ir um bocado mais longe
Quando parti para viagem comigo levava simplesmente a convicção de ir. A convicção de que partir me acrescentava valor enquanto pessoa, assim como participar produtivamente na sociedade também será em breve e para mim de valor acrescentado pelo que me encontro motivado nesse sentido. No entanto, aqueles dois meses que voaram através dos breves segundos em que visualizo a viagem, foram demasiado intensos e plenos de novidade. De tal forma, que jamais poderia ambicionar perceber as implicações e as mudanças ocorridas depois daquilo que vivi.
Depois da aterragem aplaudida (porque este habito que já não é apenas português nem italiano, mas cada vez mais universal; alguma vez bateram palmas ao motorista da carris antes de sair do autocarro porque num cenário muito mais perigoso os deixou chegar com vida ao destino final; alguma vez alguém em qualquer parte do mundo bateu palmas porque um médico acertou no medicamento de que necessitava para não sucumbir a uma simples gripe e que assim o salvou de uma morte bastante mais provável do que durante um voo de avião??? Então porquê as PALMAS na aterragem da aeronave??) e do markting profundamente poético da hospedeira da ibéria quando diz que: «esperamos que voltem a partilhar os céus com a Ibéria», encontrei me então naquele que era o espaço entre a partida e o regresso: o aeroporto Barajas. Recolhido já no aeroporto da Portela pelo pai e mãe (escondida no banco traseiro) comecei então esse processo de reencontro com aqueles que tanta falta me fizeram e com a cidade do coração: Lisboa. Terá sido fácil de notar as diferenças entre o Pedro da partida e o Pedro da chegada. A máquina que passou pelo cabelo deixou as suas marcas. A euforia da viagem continuava a fervilhar dentro de mim. As histórias que tantas vezes repeti com entusiasmo a tantas curiosos, os planos que desenhava, as novas ideias e talvez algumas atitudes, marcavam a diferença. Cá está a essência da viagem a alegria do regresso e a nostalgia da partida. Mas os sentimentos que a viagem despoletou não ficaram por aqui. O choque de realidades (se bem que a realidade depende em grande parte de nós: a relatividade das coisas) levou-me depois uma semana de euforia a uns dias de queda aparatosa na realidade. Encontrar-me no mesmo cenário onde grande parte da minha vida se desenrolou, mas em processo de transição e carregando todas as mudanças, ainda não identificada, que a viagem operou em mim, deixou-me algo confuso. Esse período passou e como certo companheiro de viagem disse: só nos damos conta do que mudámos, quando já não nos lembrarmos todos os dias que fizemos há pouco tempo uma grande viagem.Como este meu regresso ao Blog, feito através deste longo texto tem sido feito às prestações, acrescento que esse momento já chegou. A viagem já é uma miragem, que de alguma maneira me terá feito diferente.
Apenas tenho vontade de partilhar a alegria que tem sido como esperava este regresso à realidade Lisboeta e com que satisfação tenho reencontrado amigos que conheci em diferentes fases da minha vida e poder partilhar com eles o presente. Tenho tentado promover esse reencontro. Das coisas boas da vida é precisamente poder partilhar o presente com aqueles que de certa forma nos marcaram no passado...
O regresso do Blog
Depois de uma despedida em grande daquele grupo de grandes porreiros, com quem tive a sorte de estar, em circunstâncias únicas e num lugar único, fiz-me à estrada, depois de 2h de sono, para, à chegada a Buenos Aires, fechar a conta de horas em autocarros. Quando cheguei a Buenos Aires no sábado dia 2 de Abril (feriado local, pelos mortos na única guerra em que a Argentina entrou enquanto país independente, Maldivas), fechava então a conta, somando 125h dentro de autocarros. Jamais, teria acreditado, que seria capaz de o fazer, antes de o ter terminado. Mas como diz outro grande personagem desta viagem, que tive o prazer de conhecer Neves, de Aveiro: «O ser Humano é muito mais do que aquilo que se bê». Surpreendi-me e fiquei a conhecer-me melhor.
Argentina! Que bom foi estar de volta a este grande país. Que vontade de lá voltar. É fascinante. E só se percebe todo o seu encanto e a razão pela qual tantos Europeus imigraram para lá quando se consegue uma visão de conjunto.
Floripa! Espantoso também! Não tão bonito como a cidade mais bonita que os meus olhos já encontraram no pouco que já vi do Mundo: o Rio, mas que me encheu o espírito acima de tudo pelo grupo e pela atmosfera que floresceu entre nós naquelas semanas. Aproveito então para mandar um grande abraço a todos os que tive a sorte de conhecer em Floripa, especialmente para os grandes Caliço, Vasco, Xiquilin e Rabaçau. Tenho acompanhado o vosso Blog de longe na certeza de que nos voltaremos a juntar, cá em Portugal, depois desse vosso Erasmus de sonho e lembrar commmmm certezaaaaa, todos aqueles momentos sublimes que passámos. Issoooooooooooo!!!
Terça-feira, Abril 12, 2005
Quarta-feira, Abril 06, 2005
Segunda-feira, Abril 04, 2005
Segunda-feira, Março 28, 2005
Rio de Janeiro
Escrevi então há umas semanas atrás:
Talvez daqui a uns dias 4 ou 5 dias, quando estiver noutras paragens, tenha ainda mais elogios a fazer(como na verdade aconteceu), mas vou desde já registar alguns. É um comportamento compulsivo! Cidade maravilhosa de facto, o Rio de Janeiro! Nas noticias que deturpam a imagem que temos do Mundo, antes de ousarmos verdadeiramente conhecê-lo, convencem-nos que o Rio, essa cidade perigosa, está impregnado de miséria, doenças e desrespeito pela natureza. Concerteza os factos não são inventados. Mas que miopia ver apenas isso nesta cidade, onde afinal as favelas são apenas bairros pobres dos quais os traficantes se aproveitam, onde afinal existe um grande esforço para combater a sida e para manter a cidade limpa. São problemas associados ao subdesenvolvimento de toda esta zona do Mundo, que acredito serão ultrapassados com a organização que o tempo vai trazer. Esta é uma cidade que resulta da fantasia de Deus, que juntou o melhor que Deu ao Mundo neste espaço. Que importante e suficiente é para mim estar ao lado do infinito do Oceano, da calma e vida que a floresta tropical nos proporciona, da proximidade do céu e de Deus que conseguimos no alto dos morros. A chuva alimento essencial e fonte de vida que cai de repente quando nada deixa prever com uma força de algo que pretende magoar, sendo no entanto incapaz de o fazer. Bendita chuva tropical que quase nos ia estragando a melhor noite, uma vez que pensámos que a Nuth (discoteca), sem tecto estaria fraca, numa noite que acabou por revelar toda a qualidade da noite Carioca (que alegria foi entrara naquele sitio e ver o que vi). E depois claro. Bendito calor e sol tropical. A cidade está erguida sobre as lindas praias de Copacabana, Ipanema (onde ficámos) e barra da Tijuca (mais para os arredores e onde se pratica mais surf). Que oportunidade tão sublime de ser feliz: poder sair de casa directamente para um tapete de areia que nos conduz ao atlântico com toda a alegria que se vive nestas praias . ..
O lado humano da cidade dá-lhe o toque de perfeição de que ela goza. As pessoas são tão simpáticas, próximas, colaboradoras, enfim, irmãs. Claro que a pontualidade e a eficiência é ainda uma miragem. Mas quem sabe não esteja ai, nessa forma descontraída e nada Europeia de encarar a vida, a razão da sua felicidade...Não posso deixar de apontar o seguinte defeito: existe algum oportunismo e os brasileiros chegam mesmo a ser interesseiros. Mas quem não agiu alguma vez na vida em interesse próprio? E depois claro têm um jeito especial para nos tentar dar a volta. Por isso são os reis do Marketing. Facilmente conseguem
Não consigo estabelecer então um ranking de cidades do mundo onde as pessoas serão mais felizes. Mas uma coisa tenho a certeza, fui feliz e voltaria a ser feliz no Rio...
Perto do regresso
Na minha já longa estadia em Florianópolis o tempo não tem sido maioritáriamente bom tendo o sol dado por vezes lugar a dias de nuvens e chuva. Felizmente o vento pôde ser aproveitado para umas tardes inesquecíveis de Wind surf na lagoa da conceição. Bom e hoje, o primeiro domingo de páscoa que passo longe da minha família, a sorte não esteve do nosso lado. Nesta constante alternância entre Sol tropical e nuvens de clima temperado e húmido (que o vento de Sul carrega), calhou-nos a segunda. Enquanto os meus 6 companheiros de casa (talvez não todos), vão começando a fazer as compras para o nosso jantar de Páscoa, na nossa casa, onde sempre reunimos (hoje seremos 19) a comunidade de estudantes Portugueses em Floripa, aproveito para me alongar um pouco mais neste que tem sido o meu ponto de encontro com família e amigos. Estou portanto agradecido às novas tecnologias, que mais uma vez nos permitem ir mais longe.
Neste momento, o facto mais relevante na minha cabeça talvez seja mesmo a partida. Parece-me algo inevitável uma vez que nunca tive tanto tempo fora de casa, exceptuando o período de Erasmus em circunstâncias muito distintas. E que grandes experiência são estes períodos. E que coktail de alegria e nostalgia se apodera com a aproximação à data de regresso. Tempo se calhar então para partilhar um pouco este sentimento e relatar (para mim relembrar) alguns momentos vividos. Seria capaz de ficar nisto horas, mas a organização da nossa festa certamente não me deixará ir assim tão longe. Em frente.
Na nostalgia da partida, o viajante é tentado a fazer duas coisas. Primeiro questionar-se sobre o sentido do regresso. Será que acabei o que tinha para fazer no estrangeiro? Será que chegou mesmo o momento do regresso? Será que não posso prolongar um pouco mais estes dias tão felizes da minha vida, que normalmente o são se se tratar de uma pessoa que verdadeiramente gosta de viajar? Será que ainda aguento durante mais tempo a permanente incerteza e novidade de cada dia sem saber o que o amanhã me reserva? Logicamente deparei-me com todas estas questões e para muitas delas não encontrei resposta. Mas subitamente o regresso apresenta-se me no espírito como uma certeza. A certeza de que quero voltar para perto daqueles que gosto e com eles partilhar de forma entusiástica as semanas fantásticas que passei. A certeza de querer voltar a recarregar baterias para me lançar em novos vôos. A certeza de querer dar um sentido à minha vida. E a certeza de que tenho a coragem de deixar para trás aquilo que foi bom e acima de tudo assumir o fim quando ele é inevitável. No entanto, não assumirei esse fim enquanto não rapar o cabelo pela primeira vez. Desafio a que me propus e que me levará do estado aparentemente normal, à figura ridícula que contudo não consigo imaginar.
Por outro lado, o viajante é tentado a avaliar aquilo que leva consigo. Talvez mesmo a quantificá-lo, a racionalizar aquilo que se encontrou a fazer e encontrar o sentido em que isso o poderá ter modificado. É uma tentação humana presente em tantos outros momentos. Uma tentação que está em desacordo com a Natureza. Na natureza as coisas sucedem-se com o único sentido de estarem em equilíbrio. E tentar explicar a viagem para além de ser quase desprovido de sentido, dificilmente alcança a realidade do que esta realmente terá sido. E essa realidade nada mais é do que as alterações intimas das coisas que aconteceram à nossa passagem. Nos outros e acima de tudo em nós. Jamais conseguirei ser exaustivo em relação aquilo que a viagem mudou em mim. Apenas sei que a viagem me completou um pouco mais. Estou mais eu. E conheço melhor esse eu. Mais uma motivo para recomendar a viagem ao estrangeiro, como forma também de viagem ao interior de cada um de nós.
E como explicar a viagem se a viagem foi a permanente surpresa e sequência de imprevistos que eu jamais pude ambicionar a controlar.Conheci muitas pessoas, isso sim. Procurei a maior abertura que o meu espírito me permitiu para conhecer tanto profundamente como é possível conhecer (e no tempo em que é possível conhecer) cada uma destas muitas pessoas. Todas muito diferentes, sem dúvida. Mas foi isso mesmo que me mostrou o que o homem tem na sua essência. No contacto continuo com diferentes pessoas, acaba por se revelar aquilo que a todos nós é comum e é humano. E no entanto, fica ainda a sensibilidade para aquilo que nos distingue a todos e nos torna únicos. Verdadeiramente únicos como pude comprovar. Se é verdade que há gestos, atitudes, características de fundo, feitios que a certa altura conseguimos padronizar, existe, como que por intervenção divina, sempre uma forma de qualquer pessoa nos surpreender. A atenção que cada pessoa merece individualmente talvez venha daí mesmo. De tal forma nunca conhecemos uma pessoa por mais tempo que estejamos com ela, que a nossa atenção e presença plena em cada momento é fundamental. E na viagem as relações são genuínas e o único interesse é ter alguém com quem falar, alguém com quem beber uma cerveja, alguém com quem partilhar aquilo que nós somos. As relações são então tão genuínas, como interessantes. O cariz passageiro do contacto introduz alterações muito interessantes. Leva-nos a não pensar no amanhã e a ser naturais e espontâneos como a paisagem que vimos na companhia dessa pessoa. É assim que estas relações são especiais.Não melhores, mas muito especiais. Procuramos nunca perder essas pessoas de vista nem da nossa memória, mas somos sempre confrontado com as nossas próprias limitações e muitas relações ficaram em fotografias. Outras vezes nem isso.
O que há então para explicar na viagem. Nada mais que contemplar e partilhar cada momento que tenhamos tido a sorte de guardar conosco. E experimentar as mudanças que o tempo que entretanto passou, num cenário diferente, operou em nós. Experimentá-las, partilhá-las, com os outros. E esperar que a viagem nos tenha feito melhores pessoas, pelo que de obra maravilhosa Sua, Deus nos deu a conhecer. Que as pessoas que tenhamos encontrado(viajantes, que somos todos nós) nos tenham feito mais tolerantes. Que aquilo que tivemos oportunidade de fazer, às vezes sem pensar nas consequências, nos tenha feito perceber aquilo que realmente queremos na vida, e assim encarar isso com uma frontalidade serena.
Depois há o reverso da medalha: a nostalgia de não podermos agarrar em nada e levar connosco como matéria. Talvez esta necessidade seja uma manifestação do materialismo humano. Mas esta necessidade existe. Que fazer com aquele pôr do Sol, que vi enquanto escrevia. Que fazer daquela subida ao Cristo Rei, acompanhando a luta da Natureza contra a urbanização. Que fazer daquela pessoa que me fez sentir melhor homem. São momentos que podemos vir a repetir, mas nunca serão iguais. Mas eu quero levar aqueles! Quero levá-los comigo! E no entanto não posso. Não tenho esse direito sobre os momentos. O melhor que consigo serão meia dúzia de fotografias?? Será isso suficiente?? Não só é suficiente como supérfluo! O importante é que a vida não para. Que eu vivi estes momentos e que os transporto comigo. E que desejo viver mais e melhor até um dia que não sei quando chegará. A incerteza, o esquecimento, a fugacidade fazem a vida ser simples como a Natureza e assim a Natureza da vida irá contrariando a nossa tendência para a compreender. Muito havia para dizer mas este comentário, algo filosófico já vai longo.
(Aproveito só para confessar que senti algum receio quando, já um bocado cansado e com algumas maleitas pela estilo de vida que estava a fazer, li no jornal que estavam a morrer pessoas aqui em santa Catarina por terem tomado caldo de cana, sendo que eu tinha bebido isso há pouco tempo. Claro que associei logo os sintomas... No entanto, é provável que não tenha Mal de Chagas...hehe. Pensar na sorte que temos em estar vivos e saber que podemos morrer a qualquer momento de vez em quando faz bem ao espírito).
Termino desejando uma óptima Páscoa para todos os que me lerem. Embora a minha Páscoa tenha sido algo pagã em termos ritualistas (rituais dois quais senti falta), tendo visto novamente o filme Paixão de Cristo, renovei a minha ideia sobre o filme. Sendo consensualmente violento, ele acima de tudo permitiu-me ter uma imagem, que vale por mil palavras (mesmo as bíblicas), daquilo que verdadeiramente foi o seu sofrimento prolongadíssimo e humanamente impossível de suportar, pelo qual passou Cristo. Esse sofrimento deve deixar-nos tudo menos indiferentes á mensagem de Amor que Ele tentou passar. Que de uma forma ou de outra esta Páscoa nos toque a todos.)
Domingo, Março 27, 2005
Nas nuvens a 4200 metros entre a Argentina e o Chile
Terça-feira, Março 15, 2005
A capital do Surf
Em poucas palavras e enquanto continuo a perder tempo para tentar colocar fotografias no Blog (sendo que me aproximo cada vez mais da forma de o fazer) queria dar-vos uma ideia do que tem sido a minha estadia em Floripa, de como são as pessoas a terra e ainda aquilo que tenho sentido.
Quinta-feira, Março 10, 2005
Floripa
Quanto a Florianópolis não sei nem quanto tempo vou cá ficar, nem se irei a outras cidade enquanto não regresso a Lisboa, o meu destino final. O que posso isso sim dizer é que estou muito bem instalado. Quem sabe bem de mais. Estou em boa companhia (para já somos 4 para a semana 7) num t 6 com piscina a 3 km da praia e a 2 km do centro de um aglomerado mais de férias que propriamente de trabalho. O Centro da cidade propriamente dito está do outro lado da ilha (a oeste). Esta ilha preciosa com cerca de 42 praias nas imediações, será o cenário descontraído onde irei aproveitar cada momento antes de voltar a encarar responsabilidades. Cumprimento todos os que me lerem até nova aparição (sendo que não me esqueci de alguns temas sobres os quais me propus a escrever).
Ah é verdade! E para quem tiver a amabilidade de me querer ligar já tenho numero de telefone brasileiro: +55 48 99414252. Vou estar com o telefone especialmente ao fim da tarde e de manhã, sendo que cá são 3 horas a menos do que em Portugal. Me liga vai...
Viajante Versus Turista
São, na minha opinião, duas formas distintas e igualmente válidas de se deslocar a um pais diferente do país de residência. Para deixar claro qual a minha ideia de turista e viajante, diria que já estive nos dois papeis. Quando vou por exemplo durante 15 dias, num programa completo de visita a um determinado pais como foi o caso das visitas que tive a sorte e o prazer de fazer a Moçambique, Brasil, México e Cuba, considero me um turista, que transita de hotel em hotel dentro de transferes particulares ficando com a ideia do pais que o guia turístico quiser mostrar ou que o nosso espírito crítico permitir alcançar. Adorei ser turista porquanto em pouco tempo e de uma forma muito divertida e que me permitiu descansar, conheci países tão distintos do nosso. Quando, por outro lado, reúno numa mochila, que pretendo que seja fácil de transportar, um conjunto de coisas que vou precisar na região do globo para a qual me dirijo, sem saber exactamente em que pontos específicos vou estar nem as respectivas datas, sendo que existe apenas um plano global e acima de tudo o desejo de conhecer profundamente as pessoas, as culturas e a geografia regionais, considero me um viajante como aconteceu, quando sai em Setembro último de Santa Apolónia de comboio com destino a Itália e agora mais recentemente quando parti do Aeroporto de Lisboa com destino a Rio de Janeiro e com escala prevista ( que por sorte acabou não acontecer) em Buenos Aires.
Embora não consiga eleger em termos absolutos nenhumas das duas formas de visitar outro pais, porquanto considero que depende em muito das circunstâncias a verdade é que as duas se revestem de características muito distintas. Quando sou turista procuro normalmente no pouco tempo que estou em cada lugar (uma das diferenças eu diria que é precisamente a disponibilidade de tempo) CONSUMIR o local onde estou tentando extrair do pouco tempo que tenho a maior dose de diversão, conhecimento e de descanso conforme a perspectiva. O viajante tem uma postura mais construtiva e tranquila de PRODUZIR amizade e de se dar mais às pessoas de quem não pode prescindir neste ambiente que lhe é desconhecido. O viajante takes his time, para apreciar a beleza de cada lugar, sendo que normalmente não tem uma hora de partida e outra de chegada. O viajante procura embutir se do espírito do local onde está, tentando encarnar a cultura e forma de estar que lhe permitam confundir se com os locais, num processo de adaptação normal que ocorre quando duas realidades diferentes são postas em contactos. A forma como cada um encara os momentos é algo diferentes. Normalmente o turista vive a viagem de uma forma mais intensa, sendo que o viajante apenas a espaços atinge a novidade. No entanto o segundo digere melhor a realidade com que está em contacto.
A forma como encaramos as outras pessoas é de uma total interdependência. Estamos num ambiente que dificilmente dominamos e por isso mesmo temos de confiar nas outras pessoas mais do que em circunstâncias normais, o que é um grande exercício de aprendizagem, embora demasiado exigente para algumas pessoas. O contacto com todos os que se cruzam no nosso caminho resulta sempre agradável, também porque na ânsia de conhecê-los reduzido tempo que temos para conhecer os outros e na ânsia de de o
Neste momento ganho consciência de que este comentário se poderá estar a tornar algo maçudo pelo que vou deixar por aqui este tema sobre o qual tanto havia a dizer.
Não queria no entanto perder esta oportunidade para aqui fazer então um comentário em jeito de critica á sociedade Portuguesa que elege sistematicamente como forma de conhecer os outros países o turismo sendo que esse facto se reflecte na forma pouco aberta e tolerante com que encaramos , enquanto sociedade, as outras culturas. O português é pouco conhecido no Mundo e conhece pouco do mesmo Mundo ao qual não se dá a conhecer. Talvez encarar determinados períodos da vida como o fim da carreira Universitária ou uma mudança de emprego ou ainda um grande corte com a vida pessoal, sejam também para nós (como para os estrangeiros que tenho conhecido) boas razões para agarrar numa trouxa e fazer se à estrada, sendo que, repito, uma forma de viajar não seja preferível à outra em termos absolutas.
Uma ideia poética que me tem assaltado o espírito é a seguinte: é triste o momento da partida mas feliz o momento da chegada. E é este binómio que me leva de um lugar ao outro da América Latina.
Aproveito para lembrar a minha família em Lisboa e na Madeira que à distância são a razão e a força da minha presença no estrangeiro.
Argentina, um destino de emigração Europeia do sec. XX
Abandonei ontem a Argentina, mas com a promessa de um regresso, quanto mais não seja porque o regresso a Lisboa terá de ser feito a partir de Buenos Aires. Deixei para trás pessoas muito interessantes, num acto subtil de despedida como se amanhã as fosse encontrar ao cruzar da esquina. Qualquer uma dessas amizades feitas acaba por ser apenas de circunstância, mas não menos importantes por isso. Por todas as razões, adorei o tempo que passei na Argentina onde as pessoas são extremamente civilizadas, simpáticas, correctas, abertas quanto baste e onde as paisagens são deslumbrantes e diversas. Recordo com particular saudade algumas pessoas que conheci e que provavelmente nunca voltarei a encontrar, chegar a cumes de montanhas nos Andes a 4000 metros, voar, as longas viagens de autocarro e especialmente aqueles momentos em que pessoas que não conhecia, no âmbito daquilo que era o seu trabalho, se empenhavam por me fazer sentir em casa num espírito não de subserviência mas numa atitude de servir bem sem ser por isso importante receberem algum tipo de gratificação. Das cerca de 100 h que fiz de camioneta, no total, principalmente de noite e que nunca teria imaginado ser capaz de fazer, acabei por chegar a Floripa num bom estado de conservação, para agora travar conhecimento com estas lindas brasileiras e aproveitar para me por em forma com mais do que grandes caminhadas, quem sabe aprendendo a fazer Surf e/ou Wind Surf. A Argentina é esse país tão heterogéneo quanto grande. A sua superfície em forma esguia consegue percorrer o globo desde um trópico, passando por toda uma zona temperada até se tornar no Pais mais próximo do pólo Sul. É um pais extremamente civilizado, onde se vêm características ocidentais (este país foi povoado por muitos italianos, espanhóis e alemães durante o século XX, pelo que é fácil encontrar pessoas com pais Europeus), principalmente na grande capital Buenos Aires e a sabedoria das culturas indígenas no interior. É um prazer estar na Argentina em todos os sentidos. Economicamente é um país com grandes potencialidades naturais porquanto dispõe de recursos naturais tão valiosos, como o ouro negro, minas apinhadas de minérios, planícies capazes de produzir alimentos em quantidade e qualidade para todo o mundo e ainda potencial turístico. Não obstante, encontramos um país algo deprimido e para nós muito barato. Um táxi de um lado ao outro da cidade custaria no máximo 3 euros. Uma óptima refeição (como aliás foram todas, comi muito bem) custaria à volta de 7 euros, no melhor restaurante. Nos museus nada pagávamos. E assim por diante... As Argentinas? Perguntam-se os meus leitores: por ter estado em Buenos Aires numa altura em que muita gente ainda estava de férias porque o Setembro, deles e mês de arranque é Março e ainda porque fruto do incêndio em que morreram 200 pess0as numa discoteca todas as outras discotecas estavam encerradas (numa atitude tipicamente portuguesa deste povo com tantas semelhanças a nós outros), talvez tenhamos sido levados a pensar que a beleza das Argentinas era um mito. No entanto, à medida que fui viajando e finalmente quando regressei a Buenos Aires deparei com belezas bastante mais agradáveis. Teria dificuldade em descreve-las mas de uma forma muito simplista diria que em Buenos Aires estão as europeias mais elegantes (são todas magrinhas) e no interior estão das indígenas mais interessantes. De tipo claro e louro, preservam um grande gosto pela moda e a boa aparência em Buenos. São simpáticas e no que respeita à maneira de encarar as relações muito parecidas com as Portuguesas. Terminaria então dizendo que a Argetina é um pais no qual vale a pena perder algum tempo, para o conhecer, assim como os vários paises com os quais faz fronteira, dos quais apenas conheci o Uruguay ( que apesar de tudo não tem interesse para ser visto em mais do que 2 dias, como fizemos) e acima de tudo onde adorei ter estado.
Segunda-feira, Março 07, 2005
Mendoza, A capital Argentina do Vinho
Hoje, domingo dia 6 e três dias antes de chegar a Florianópolis (se Deus quiser, porque não querendo preocupar ninguém, a verdade é que os condutores de camionetas são algo passados dos cornos e tenho estado com pessoas envolvidas em acidentes!), estou de partida de Mendoza, que como todas as cidades por onde passei, deixará muitas saudades.
Sexta-feira, Março 04, 2005
Salta
Bem depois de ter começado ontem a escrever uma crónica sobre Salta que foi com os porcos, quando o computador foi abaixo, insisto em escrever sobre estes dias em Salta evitando ser demasiado pormenorizada para não tornar a coisa aborrecida.
A jornada nos Andes
Embora o comboio apenas reabra em Abril, algo que felizmente só soube quando cheguei a Salta (de outra forma poderia não ter visitado esta cidade fabulosa), existem excursões de autocarro que para além de acompanharem por estrada a linha de comboio durante quase todo seu trajecto, visita ainda povoações e as grandes Salinas de altitude (algo que nunca pensei poder existir). Uma vez que o dia ia ser longo (das 7 da manha as 7 da tarde), queria estar em boa companhia pelo que fui de agência em agência à procura de uma viagem em que me fizesse acompanhar de bonitas raparigas todas elas em biquini. Procurei, paguei e no dia seguinte às 7 da manha quando me chamaram para me juntar à excursão descendo atrasado, quase pensei que a tinha perdido. Quando regressam para me vir buscar, verifico que dentro da pick up da renault estavam 3 reformados. Um italiano decalcado da Bíblia (ainda não sei que personagem era, mas era sem dúvida um personagem bíblico), que estava de tal forma desiludido com a sua vida de reformado que para além do ar desarranjado que pouco me preocupava, tinha adoptado como desporto acumular quantidades incríveis de sebo sobre o corpo, sabendo todos nós de antemão a externalidade, até sobre a saúde de terceiros, que este comportamento acarreta. A acrescentar estava um casal de Suíços com semblante carregado e sério, pelo que somando um guia turístico mudo, estavam criadas as condições para uma bela seca. Percebi enfim que não estava na presença de um conjunto de ninfas em biquini. Não fosse eu ter o meu discman comigo, o passeio ser fabuloso, as nuvens se terem levantado e eu ter começado a imaginar historias com aqueles personagens a viagem não teria sido fabulosa como acabou por ser. Acabámos o dia a fazer o caminho do comboio e a ouvir Amália Rodrigues e Resistência no rádio do carro. Os Suíços foram os que se mostraram mais incomodados como seria de esperar, até porque o Italiano havia sucumbido ao seu próprio odor e dormia. A fotografia de grupo que tiramos com eles visivelmente contrariados será em breve entre outras fotografias uma das atracções deste blog.A somar a tudo isto ainda tivemos que empurrar o carro que atulhou algures nas montanhas. De resto as paisagens e as salinas são impressionantes. Há registo fotográfico embora através de máquina descartável e logo qualidade duvidosa. A ver...Com gosto continuaria a escrever, mas acabo de chegar a Mendoza cidade que certamente merece ser bem vista.
Numa próxima oportunidade, para além de escrever sobre Mendoza pretendo ainda divagar sobre o que separa o turista do viajante e ainda sobre a música e a sua relaçao com os diferentes culturas. Tenho ainda episódios do Brasil e Buenos Aires que vou querer recordar neste Blog.
Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005
Conitunaçao com Presente e Futuro da Viagem
Buenos Aires cidade ampla. Arquitectura de grande cidade Europeia, no estilo Latino-Americano. Avenidas amplas, prédios não demasiados altos, alguma arquitectura moderna. Foi a primeira impressão com que ficamos à chegada já de noite à imponente capital Argentina. Instalados e recebidos à grande pela Catarina do Puertooo num simpático apartamento, que fica no bom bairro da Recoleta começámos a explorar Buenos Aires. Encontrámos uma cidade e população algo deprimidas com a crise económica como não podia deixar de ser. Explicarei melhor os contornos da crise noutra oportunidade. Para além disso tinham morrido centenas de pessoas numa discoteca há pouco tempo, pelo que todas as restantes foram fechadas para fiscalização e o centro da alegria de uma cidade, que é a sua noite, tem estado gravemente afectada. A cidade vivia ainda um período de transição das férias de verão para o seu ritmo normal de trabalho. Estava portanto algo mortiça...
Fizemos grandes caminhadas por uma das cidades mais poluidas do mundo (com 13 milhões de habitantes, quando falamos da província, quase metade da pop do pais, mas talvez apenas 3 milhões se nos referirmos apenas ao centro, caro para viver, da cidade). A histórica casa rosada, o fabuloso e internacional teatro Colom (que vê passar nos seus palcos as grandes orquestras), o antigo e deprimido bairro La Boca, um ridículo jardim japonês da comunidade japonesa em BA, todo o centro de negócios, as lúdicas docas de Porto Madero que como em Lisboa são hoje um local de bares e restaurantes assim como de faculdades devolvendo lhe vida e ainda as nossas aulas de tango. Buenos Aires essa cidade onde não fizemos a mesma boa vida que no Rio, mas que nos deixou uma bela impressão. Regressarei a Buenos Aires pelo menos em duas ocasiões Mas agora apenas de passagem (como se veio a verificar).
Tivemos ainda numa cidade nos arredores de Buenos Aires, La Plata (cidade geometricamente desenhada) e ainda nas cidades do Uruguai, Montevideu (capital) e Colónia del Sacramiento. Finalmente estivemos presentes numa das mais belas criações divinas: as cataratas de Iguaçu! Estas cataratas e a subida ao Cristo Rei foram os momentos de maior beleza natural.
As cataratas impressionam muitíssimo pela massa de água que o rio a montante empurra em direcção à foz fazendo com que aquela falha ou desnível seja uma ponte de água. As toneladas de água que caem a cada segundo dão uma brutal percepção dos poderes da Natureza que vão muito para além daquilo que o homem procura ver na sua tentativa para a dominar. Adorei. Particularmente quando nos armámos em heróis e passando barreiras de protecção avançámos para o meio das cataratas numa zona mais segura e calma do percurso de agua onde outros se banhavam. Grande percepção que tivemos então... A ousadia por vezes recompensa. O programa incluiu uma ida em semi rígido até bem perto do ponto em que a água em queda massacrava a que já tinha caído. Ter levado com aquelas toneladas de água em cima teria sido a morte dos artistas. Felizmente os 500 cavalos do barco levaram-nos apenas até a uns metros desse mesmo ponto. Houve tempo ainda para um tour de camioneta estilo safari em que nos prometeram uma fauna selvagem e com felinos. Acabámos por ver apenas algumas espécies vegetais que desconhecíamos. Estávamos também já cansados. Esse seria o fim de mais um dia fabuloso. No dia seguinte, iríamos ao lado brasileiros destas cataratas que marcam a fronteira de 3 países. Este lado dava uma perspectiva mais distante e global das cataratas. Não menos impressionante, mas certamente menos emotivo. A caminhada deste lado faz-se em bem menos tempo...
Despedi-me então dos meus amigos com a certeza de ter aproveitado a sua companhia e de termos conseguido dar sinais do que realmente deve ser a amizade. Espero que as particularidades do feitio de cada pessoa continuem a não ser encaradas como obstáculos a amizades verdadeiras. Nesta viagem espero ter aprendido a lidar com outras pessoas com uma tolerância, sem qualquer tipo de pretensiosismo. Certamente tive oportunidade para aprendê-lo. Espero ter aprendido alguma coisa, num processo que jamais termina.
Depois dessa despedida faseada dirijo-me agora rumo a outros voos não menos impressionantes. Dentro de pouco tempo espero estar em Salta ( no norte da Argentina) a subir em poucas horas pelos Andes acima desde os 1000 metros até aos 4500. Depois desta alucinante subida, possível ouvi dizer, graças a uma folha de cocaína e assim que recuperar da ressaca e comprar as próximas doses dirijo-me (pese embora a imprevisibilidade do futuro) para Mendoza, cidade que se encontra no interior à latitude de BA e a 6h de Santiago do Chilhe.
A partir daí creio que não há grande noção do que poderei fazer. No entanto, tenho desde já o grande desejo de me apresentar para muita borga e festa e gajas de perder a cabeça (isto devo ser eu a exagerar claro!!), em Floripa o mais tardar dia 10 de Março
Tantos outros episódios, que carrego no meu intimo e tantos outros, que não tenho oportunidade de expor agora que esta viagem me tem proporcionado e assim continuará se Deus e/ou as circunstâncias assim o permitirem...
Sobre o passado (principalmente o mais recente), o Presente e o Futuro da Viagem
Desde dia 7 de Fevereiro que estou em viagem. Ser-me-á difícil reportar a todas as situações que se incluem no passado da viagem. No entanto, para quem já teve noticias minhas, quer directa, quer indirectamente, estes tópicos passados em revistam terão algum significado.
Quando sai de Lisboa rumo a Buenos Aires com a Ibéria, jamais me passaria pelo espírito que acabaria directamente no Rio de Janeiro e sem malas. Seguiu-se um pouco mais que uma semana alucinante no Rio em que, juntamente com os meus grandes amigos Sousa e Ricardo, passei pelo Sambódromo, a transbordar de encenações fabulosas, divertimento, poucas raparigas nuas neste ano particular, muita filosofia barata mas acima de tudo uma boa disposição (descobri as cedilhas o que não quer dizer que as utilize sempre por causa da sua posição no teclado. hehe) contagiante e eléctrica. O contraste da alegria na arena com a luz fraca e dispersa das favelas deixou antever uma saída que se revelou algo confusa. Brasil, terra de contrastes onde a felicidade está no ar e se manifesta na abertura com que as pessoas nos recebem em cada esquina, em cada bar, em cada rua e em cada momento das suas vidas (vim a descobrir mais tarde que esta é uma característica mais associada ao centro e norte do Brasil; como sempre o calor faz isto às pessoas).
Noites bem divertidas, com as três fases descritas pelo Sousa e muito mais. Uma nota para a situação desconfortável com que nos deparámos, à chegada quando no nosso bairro de Ipanema estava uma das maiores concentrações gays do mundo. Que repulsa que aquela situação tinha de causar...É incrível como o paneleiro tem tão pouca coisa para fazer que pode dar tanto do seu tempo ao ginásio, onde procura a beleza masculina onde ela não existe: no corpo! Paneleiros. Fod*-**. Como diria o Rei César: era metralhadora em todo esse veadão (panilas em brasileiro). A caça ao veado: desporto que devia ter mais aderentes. Depois desta nota de chauvinismo, devo acrescentar que as brasileiras em Ipanema são bastante atraentes. Fogosa, a brasileira. Simpática. Pouco profunda e dai ser por vezes pouco interessante. Por vezes a simplicidade pode ser uma qualidade. Talvez discuta este ponto numa próxima ocasião.
Muitos conhecimentos travámos com: me dá seu celular... Inclusivamente encontrámos uma Sueca que estava em casa da Catarina em Copacabana (nossa anfitriã em Buenos Aires) e que vai estudar para Floripa. Coincidência brutal se pensarmos que estamos numas das cidades mais populosas do mundo. No fundo, o que acontece é que em qualquer lugar do mundo as pessoas acabam por se organizar por grupos relativamente pequenos e frequentar os mesmos sítios. Não obstante a coincidência incrível é claro. (Também está bom de ver que mais tarde nas 3 semanas que estive em Floripa não encontrei a Sueca, que vim a saber mais tarde era nossa vizinha. A vida tem destas coisas... Uma pena!). Tanto para dizer sobre os 10 dias no Rio, mas não às 13:42, numa paragem de autocarros em Resistência (pequena cidade nas pampas argentinas), antes de almoçar e com um cansaço, de quem não teve cama durante a noite no autocarro e sabe que a não a vai ter nas 12 horas seguintes à partida do autocarro para Salta prevista para as 18.30. Acrescento apenas então que poucas coisas podem ser tão cheias de estética e significado como subir um morro pelo meio de uma floresta tropical que coabita com uma das maiores concentrações humanas e chegar ao ponto mais alto onde se procurou colocar Jesus Cristo mais perto da sua morada eterna, sendo que essa morada é apenas um simbolismo para a sua verdadeira morada que é dentro de cada um de nós (não pretendo catequizar. É apenas uma imagem poética). Grande vista que se alcança lá de cima. Adoro aquele spot. Adorei ver de lá o por do sol, embora pouco claro, dada a densidade de nuvens tropicais. Irei acrescentar mais episódios sobre o Brasil no futuro próximo. Não só sobre aquilo que vivemos, mas também sobre aquilo que vimos, assim como conselhos para quem tiver a pensar lá ir. Continuo de seguida com uma breve referência ao presente na Argentina e aos meus planos para as próximas semanas.
Domingo, Fevereiro 27, 2005
A viagem comeca
Dito o motivo pelo qual começo a escrever este Blog está aberto a todas a crónicas que pretendo começar a escrever sobre esta viagem que estou a realizar. Falta-me finalmente explicar o título do Blog. A viagem eterna, ou em espanhol La viaje eterna, é uma alusão talvez demasiado poética ao processo continuo que é a Historia. Uma alusão ao fio condutor que nos leva de momento histórico em momento histórico sendo que cada pequeno acontecimento na vida de cada um têm relevância aos olhos da eternidade, tal como imagino que Deus a tenha pensado. Pretendo ainda dar um sentido de continuidade, para além do tempo da viagem, ao motivo concreto que me iniciou neste Blog. Até porque para mim viajar é um estado de espírito que embora mais intenso longe da sua terra, não se esgota nesse momento, num mundo global onde a viagem é cada vez mais uma imposição Histórica, que começou por levar o homem nómada ao sedentarismo, para o tornar novamente nómada.
Pedro Noronha da Camara, a partir de agora a Enigática Lança
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